segunda-feira, 23 fevereiro, 2026
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Televisão checa levanta obra de Kozak…

Vlademir Kozak
Vlademir Kozak

Na República Checa poucos, muito poucos, haviam ouvido falar de Vlademir Kozak, até poucos anos passados. Hoje, o etnógrafo que fez história na vida paranaense e brasileira, não só é nome de rua em sua cidade natal, como nos próximos dias estará tendo sua vida e obra exibidos na televisão estatal daquele país. E isso estará acontecendo porque uma equipe de jornalistas e pesquisadores checos passou dias em Curitiba, examinando e filmando parte do precioso acervo deixado por Kozak, pertencente ao Museu Paranaense.

O grupo foi apoiado pela equipe do diretor do Museu, Renato Augusto Carneiro Junior.

…DESDE OS ANOS 1920…

Kozak veio para o Brasil no final dos 1920s para trabalhar (era engenheiro) em hidrelétricas. Acabou, em contato com o povo e as diversas latitudes do Paraná, envolvido com a vida primitiva de selvagens, como tribos de índios xetás.

… E TUDO SOBRE XETÁS

Oldemar Blasi
Oldemar Blasi

A maneira como Kozak estudou e documentou usos, costumes, língua, artes, culinária e múltiplas características dos xetás foi um marco da etnografia brasileira. Fotografou e filmou os xetás, além de ter escrito, sobre essa população hoje reduzida a 5 membros (não mais falam a língua mãe), vivendo em tribo de outra etnia, nas proximidades de Umuarama.

A importância de Kozak para a vida cultural do país começou a ser avaliada na sua correta dimensão nos anos 1970, pelo então diretor do Museu Paranaense, professor Oldemar Blasi.

Índio xetá
Índio xetá

Blasi, um abnegado, professor da UFPR, foi quem por primeiro colocou a realidade – como representante do poder público – no enorme e impagável acervo de Kozak. E mais: com a morte do etnógrafo e fotógrafo, e de sua irmã, Karla, sem terem deixado herdeiros, Blasi conseguiu instaurar processo da herança jacente em favor do Governo do Paraná.

O Estado, no fim do processo, foi declarado herdeiro dos bens de Kozak e Karla.

Uma casa que foi deles está colocada a serviço da Prefeitura, como empréstimo. O acervo do etnógrafo está (filmes, fotos, escritos, pinturas, objetos) no Museu Paranaense.

Uma raridade será ouvir filmes com diálogos em xetá, língua extinta.

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