
Na sua própria terra, Pretextato Taborda Ribas Neto (Tato) é citado apenas como alguém do chamado “velho Paraná” que acabou tendo brilho no judiciário: foi presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Nova Região, com sede em Curitiba. E também por ter sido um criativo secretário de Estado da Justiça, no segundo governo de Jaime Lerner, seu antigo colega do Colégio Estadual do Paraná (CEP).
No entanto, sei, ele foi jornalista de dimensão e importância nacionais.
UM DOS GRANDES

Para mim não chega exatamente a ser surpresa o fato de ele ser apontado como um dos expoentes dos melhores repórteres que o Jornal do Brasil (JB) teve na sua fase áurea, dos 1960/70, no Rio de Janeiro. Quem o cita entre essa rica fauna que preencheu o JB da fase da Avenida Rio Branco é Joaquim Ferreira dos Santos, no já antológico livro “Enquanto houver champagne, há esperança”. Retrata a vida e obra do colunista Zózimo Barroso do Amaral.
Esse Tato cheio de finesses e simplicidades, ao mesmo tempo, foi o primeiro jornalista brasileiro a especializar-se em coberturas do árido tema da energia nuclear. O que o levou, a partir do jornal Última Hora, a conhecer todos os meandros da Nuclebrás e pesquisas universitárias sobre o tema.
INTELIGÊNCIA
Como secretário de Justiça Tato teve iniciativas importantes, como a edição da coleção (sete volumes) “História da Inteligência Brasileira” de Wilson Martins, pela Imprensa Oficial do Estado, que há muito deixara de ser interessante para as editoras voltadas basicamente ao lucro.
Afinal, que público poderia se interessar pelas rigorosas e surpreendentes análises de Wilson Martins, amigo com quem Tato almoçava semanalmente?
