
Desde quando Belmiro Castor foi secretário de Planejamento do Paraná, nos governos Emílio Gomes, Canet e José Richa, nunca mais aquela pasta tinha sido objeto de tantas atenções, tal como acontece agora, quando passou a ser comandada por Sílvio Barros.
As atenções que se ampliaram, dias atrás, na comunidade empresarial, por exemplo, quando Silvio Barros falou em nome do governador, apresentando na FIEP, ao G-7 (grupo que o reúne o “creme” das representações empresariais paranaense), metas e objetivos do governo. Particularmente com os ajustes fiscais propostos.
Claro que nesse meio tempo de Belmiro para cá, houve titulares da SEPLAN com marcantes presenças, como é o caso do ex-prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi. Um técnico de alto padrão, formado pela escola do ITA e membro da equipe de Jaime Lerner, Cassio sempre se saiu bem na posição; foi mesmo um referencial, nos dias em que a ocupou, no Governo Lerner, e depois com Beto.
2 – BELMIRO, O CRIADOR
Belmiro Castor foi um caso à parte: com Ivo Simas Moreira foi o artífice da Secretaria Estadual de Planejamento, no Governo Parigot de Souza. Mais que secretário, Belmiro – um acadêmico de alto coturno, doutorado e pós-doutorado pela USC – conseguiu transferir todo um espírito de planejamento e de reforma da administração pública únicos.
Com Castor nasceu uma escola de planejamento no Paraná, desdobrada em diversos discípulos.
3 – ATMOSFERA DO NOVO
Agora, com Silvio Barros, ex-secretário de Jaime Lerner e ex-prefeito de Maringá, o que se sente é “uma atmosfera de contemporaneidade do futuro”, disse ontem à coluna um ex-secretário de Estado que teve, anos atrás, papel importante na organização das finanças estaduais.
4 – HUMORES DA SOCIEDADE
Como jornalista, obrigado a anotar os “humores da sociedade”, eu não tenho dificuldades em registrar: Silvio Barros – a quem não conheço pessoalmente – encarna todo um espírito do novo, de mudança, de renovação na vida pública. Tem carisma, amplo e irrestrito, a ponto de eu ter ouvido do jornalista Celso Nascimento, habitual e dedicado crítico da administração Beto Richa, sua ampla admiração por Barros.
Bastou uma conversa(*) com ele para Celso ficar cativado. “Silvio Barros impressiona, passa verdades, é a encarnação do bem”, disse-me o jornalista.
Eu concluo que as coisas estão mesmo no diapasão do século 21, com Sílvio Barros, ao saber que ele, fazendo uma palestra para seus assessores (detentores de Cargos em Comissão na SEPLAN), a fez toda em inglês.
Nada mais natural, para Barros, uma apresentação na língua franca do mundo.
Teria dito – apesar de protestos de alguns comissionados indicados por políticos, e que não aceitaram os rigores idiomáticos: “Nada mais natural e obrigatório, numa secretaria de Planejamento, que nos comuniquemos em inglês. Temos de falar com o mundo…”
Alguém imagina, exemplificando, na Idade Média, um padre ou um bispo sem dominar o Latim, o Inglês daqueles dias?
“Mutatis mutandi…”
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(*) O encontro de Celso Nascimento e Silvio Barros foi antes da eleição de 2014, nos dias em que o hoje secretário pretendia concorrer ao Governo pelo PHS.
