Moradora da Vila Torres, Geovana Conti disputará a chapa à prefeitura de Curitiba com João Guilherme

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O Partido Novo vai oficializar o nome de João Guilherme de Moraes para a disputa à Prefeitura de Curitiba no primeiro dia permitido pelo calendário eleitoral, 31 de agosto. Além dele, a legenda aposta que a candidata a vice, Geovana Conti, será trunfo na conquista dos eleitores.
Geovana tem em seu currículo prêmios de Empreendedora Curitibana – pela Agência Curitiba – e o Inspiradores 2019 pela Revista Viver – como uma das 10 pessoas mais inspiradoras de Curitiba. Circula em eventos da ONU e, em julho, foi chamada por uma das facilitadoras do programa Ganha Ganha da ONU Mulheres, de “Michelle Obama do Brasil”.
A semelhança com Michelle é frequente para Geovana. Mas a comparação também pode ser feita pelo trabalho social que coordena em Curitiba, ajudando jovens de periferia a desenvolverem seus próprios negócios.
Geovana tem 42 anos, é formada em Sistemas de Informação pela PUCPR, trabalhou na área de Tecnologia da Informação. Há seis anos, deixou o emprego em uma multinacional para abrir a empresa social Youngers, na Vila Torres. E, desde então, mora na Vila com seu marido e as duas filhas.
O que você acha desta comparação entre você e a Michelle Obama?
Uma honra e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade. Ela é uma mulher negra, política e que se posiciona, que tem família, marido e filhas e que tem dado conta de todos esses papéis. Isso em uma sociedade que não está pronta para uma mulher casada, mãe, que assume papel de liderança fora de casa.
Você já participava de política? Como foi sua entrada na chapa do Novo?
Entendo a minha atuação na comunidade e na Youngers como política. Mas, de forma partidária, é recente. Eu conheci o João Guilherme, a Cláudia Biscaia e outros integrantes do Novo em Curitiba e percebi que falávamos a mesma coisa, queríamos o mesmo para a cidade na melhoria das questões sociais, programas de saúde e educação que atendam a realidade das comunidades. Um ideal de fomentar o empreendedorismo e diminuir a desigualdade.
E então foi meio natural. Filiei-me, fui convidada para participar do processo de seleção de candidatos para ser a vice-prefeita na chapa. Nós, cidadãos comuns, temos de encarar essa tarefa de ocupar os espaços da política, de mudar essa ideia de que os políticos profissionais nasceram com essa vocação e que temos de ficar observando-os se perpetuar nos cargos.
Qual sua relação com a religião?
Sou filha de um pastor presbiteriano, da Igreja Presbiteriana Água Viva, em Vitória (ES), de onde vim. Casei-me com um pastor, o Cleber Sá, ordenado pela igreja Menonita Nova Aliança. Hoje temos uma igreja em casa, sem denominação, conhecida como CENA (Comunidade Eclesiástica Nova Aliança) que congrega pessoas da Vila Torres e de outros bairros. A própria Youngers, nosso negócio social, nasceu em resposta desse entendimento do nosso papel como cidadãos e pessoas cristãs.
Você não recebe críticas por ter entrado na política?
Recebo, mas estou em paz com nossa decisão. No começo, ouvi que eu ia me corromper, que meu trabalho seria “nobre”, “puro” e que não combina com a política, que é “suja”. Porém, estas mesmas pessoas são as que desejam um Brasil melhor, que anseiam por mudanças reais. Sinto que a maioria das pessoas que me cercam e me conhecem bem apoiam esta participação política nesta fase da minha vida e de minha família.
