Passada a vitória do presidente Lula (PT) no último domingo (25), é tempo da classe política retomar as articulações políticas nacionais. Entre as pautas prioritárias, antes mesmo que se inicie o governo Lula 4, está a vaga em aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), após a aposentadoria do ministro Luiz Roberto Barroso.
Segundo o Blog Politicamente, Lula vai aproveitar o momento vitorioso para tentar destravar algumas pautas junto ao Congresso Nacional antes da nova reconfiguração das Casas Legislativas bem mais inclinada à direita. A retomada do bom relacionamento de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pode e deve levar Rodrigo Pacheco ao STF. É bom lembrar que Alcolumbre garantiu ao petista, no meio do 2º turno da eleição, a aprovação da mudança da escala de trabalho (fim da 6×1).
Passado o pleito, a fatura chegou: Alcolumbre sempre colocou o nome de Pacheco como sua prioridade para o STF. Os tempos agora são outros. E nada melhor que uma vitória nas urnas para retomar a articulação entre Senado e Palácio do Planalto. Rodrigo Pacheco, que no final de setembro assumiu uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU), passa agora a ser favorito para a vaga de Barroso. Não vai nem esquentar a cadeira no tribunal.
A mudança nos planos, como Davi Alcolumbre sempre quis, implica na abertura da vaga de ministro do TCU. E Lula já tem planos para esta vaga: o nome da deputada federal Gleisi Hoffmann surge com muita força nos bastidores em Brasília. Seria uma forma de compensar o sacrifício feito pela petista na eleição de 2026. E também seria uma articulação dupla que Alcolumbre vai liderar no Senado: Pacheco no STF e Gleisi no TCU. A conferir…
E a segunda vaga do Paraná no Senado?

Blog Politicamente – O possível destino político de Gleisi, para o TCU, evidencia que o PT largou mão de disputar a segunda cadeira ao Senado no Paraná. Embora ainda brigue para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheça a inelegibilidade de Deltan Dallagnol, o PT reconhece que não teria capital político para conquistar a cadeira.
Se o TSE tirar Deltan do jogo e convocar novas eleições, o governador eleito Sergio Moro (PL) teria grandes chances de emplacar um aliado. Portanto, não seria devaneio pensar numa decisão do TSE pelo reconhecimento da inelegibilidade de Deltan e a convocação do terceiro colocado no pleito para assumir o posto de senador. Neste caso, Alexandre Curi (Republicanos) é quem herdaria a vaga. Agora, se a eleição suplementar for marcada em 2027, outro personagem entra em campo na disputa pela vaga: o atual governador Ratinho Junior.

PT aciona poder judiciário contra perseguição eleitoral
Assessoria – O Partido dos Trabalhadores no Paraná abriu canal de denúncias para que cidadãos possam denunciar casos de violência e assédio eleitoral após o término das eleições. O PT-PR ainda está indicando advogados que possam atender vítimas da “lista suja” produzida pelos bolsonaristas para boicotar comércios. A sigla tem se mobilizado em todo o país e acionado o poder judiciário para que casos de perseguição sejam encerrados.
O Canal de Denúncias foi aberto devido aos episódios de violência ocorrida em diversas cidades do Paraná. Levantamento do Governo Federal aponta 45 ocorrências com 47 vítimas, sendo 10 fatais. No estado, houve violência policial, atropelamentos e agressões.
Dados obtidos pelo PT Paraná, no entanto, já contabilizam centenas de casos. Três deles, por exemplo, ocorreram em Prudentópolis. No município houve ameaça de morte, ataque a comércio e a “lista suja”. As denúncias estão sendo compiladas e serão entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TST) pela ex-ministra Gleisi Hoffmann, que foi candidata ao senado.
Além disso, o partido irá levar um dossiê ao Ministério Público Eleitoral, ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) e ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) a partir da semana que vem. A intenção é impedir que casos de violência e ameaça sigam aparecendo e fiquem impunes. O PT-PR já acionou o poder judiciário para que responsabilize a deputada eleita Jéssicão (PL-PR) por postagens que pediam perseguição a petistas.
Moro anuncia nome para a secretaria de Educação

Blog Politicamente – Fátima Gavioli será a secretária de Educação do Estado do Paraná no governo Sergio Moro. O nome foi anunciado pelo governador eleito na manhã de terça-feira (27) durante o programa Jornal da Manhã, da Jovem Pan Paraná.
Desde 2019, Fátima Gavioli comanda a secretária de Educação de Goiás, no governo de Ronaldo Caiado (PSD). Ela deixou a função em abril de 2019 para disputar uma vaga na Câmara Federal, mas acabou na suplência do PSD. Ele obteve 54.954 votos.
Antes, Fátima comandou a Secretaria de Estado da Educação de Rondônia entre os anos de 2014 e 2016. O Politicamente apurou que Fátima Gavioli já está em Curitiba e iniciando o processo de transição.
Fátima Gavioli é professora, natural de Goioerê, no Paraná, formada em Letras, Direito e Pedagogia. Também é mestre em Educação, pós-graduada em Gestão Pública pelo Centro de Liderança Pública de São Paulo (CLP-SP) e doutora em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
