quarta-feira, 15 abril, 2026
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Ratinho Jr. é o centro das grandes articulações

Ratinho Junior
Ratinho Junior

Num panorama supostamente voltado para o Carnaval – que, na verdade, significa, entre nós, quase só tempo de lazer com praias e viagens turísticas -, recolho manifestações de gente inquieta com o país e seu futuro.

E inquieta também com outra parte de seu mundo imediata. No caso dos curitibanos, com o imediato das eleições para prefeito.

Uma das vozes autorizadas que escuto é o jornalista Fábio Campana, forte na análise da política local. Entre as coisas que me diz, não em “off” -, uma me chama atenção:

– Ratinho pode estar na berlinda para a sucessão em Curitiba. Mas ele só agirá em cima de pesquisas de opinião que identifiquem suas possibilidades de votos na cidade.

Quer dizer: aceitação de eventual candidatura não será para já.

Acho que Ratinho Jr. vai alimentar as esperanças dos apoiadores de seu nome, “para que não desistam da jornada”. Mas só dará sua palavra definitiva depois de abril.

Campana e outros analistas não desconhecem movimentações acentuadas, por parte de hostes palacianas, em favor de Ratinho Junior.

CARDÁPIO PREFEITURA

Na quarta-feira passada, 3, por exemplo, o deputado e secretário de Desenvolvimento Urbano Ratinho Junior participou de almoço no Palácio Iguaçu, com alguns dos notáveis articuladores políticos da sede do Governo. A mesa foi puro pretexto para o prato principal de um cardápio basicamente político-eleitoral, temperado pela sucessão de Gustavo Fruet.

Com Ratinho Jr dividiram a mesa o chefe da Casa Civil, Sciarra, o chefe de gabinete de Beto Richa, Deonilson Roldo, Alexandre Teixeira, dentre outros nomes, os quais meus informantes, em tom de brincadeira, disseram que “ficam no limbo, por ora.”

Ratinho teria manifestado, em princípio, aceitar a equação que lhe foi apontada pelo ‘staff’ palaciano: ele como candidato a prefeito, devido a sua notória alta aceitação na população da periferia de Curitiba, tendo como vice o deputado Ney Leprevost, dono de muito expressiva votação na classe média curitibana.

Fariam uma espécie de casamento perfeito. E conseguiriam facilmente captar a rejeição que o nome de Fruet hoje apresenta pela cidade, entre pobres, classe média e ricos.

NÃO É NOVIDADE

Ouço também o jornalista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo, que no dia anterior, 2, havia registrado em sua coluna, online e impressa, o quanto estava ficando ‘quente’ o nome de Ratinho Junior para a prefeitura.

Ao ser informado do almoço e desse novo lance das articulações, sob a batuta de Deonílson, saiu-se com esta: “Não é novidade, o Deonílson nunca deixou de ser o grande articulador e peça chave no tabuleiro do Palácio Iguaçu”.

Celso e Deonilson não têm qualquer relacionamento pessoal, mantêm distância regulamentar entre eles. Por isso, a observação de Nascimento não tem um pingo de elogio a Roldo. É só constatação.

ALVO GOVERNO

Enquanto assessores muito próximos de Ratinho Junior garantem que “ele será mesmo candidato a prefeito, não arredará dessa possibilidade”, outros bem informados sobre o filho do apresentador asseguram o contrário:

“O projeto dele é a sucessão de Beto Richa, em 2018. Por ora, ele se dedicará a garantir a eleição de candidatos que apóia às prefeituras de Foz do Iguaçu, Colombo, Araucária, Cascavel Almirante Tamandaré e dezenas de cidades do Norte do Estado”.

Se interessado no pleito de 2018 ao Palácio Iguaçu, Ratinho Junior deve estar avaliando muito bem pelo menos dois nomes muitos fortes que já estão colocados no páreo: Cida Borghetti e Osmar Dias.

Osmar terá, se consumada sua candidatura, como grande eleitor o irmão, Álvaro Dias que, por sua vez, sem ter nada a perder, quer concorrer a Presidente da República pelo PV.

Cida Borghetti, Osmar Dias, Eduardo Sciarra e Celso Nascimento
Cida Borghetti, Osmar Dias, Eduardo Sciarra e Celso Nascimento
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