
A Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização da Câmara de Vereadores aprovou uma proposta de Parceria Pública Privada (PPP) bilionária e que pode encarecer os serviços para os curitibanos nos próximos 23 anos, com a desculpa de modernização, eficientização, expansão, operação e manutenção da rede e transfere a receita obtida da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (Cosip).
A matéria na comissão teve o voto em separado da vereadora Flávia Francischini (PSL) e aceitaram a tese os seguintes parlamentares: Professora Josete (PT), Indiara Barbosa (Novo) e João Cinco Irmãos (PSL), mas Osias Moraes (Rep), Hernani (PSB), Márcio Barros (PSD) e Tito Zeglin (PSD) ficaram do lado da prefeitura.
Alguns pontos apresentados na justificativa não foram esclarecidos segundo o parecer de Flávia, como o esclarecimento da transferência de receita superavitária para a iniciativa privada, quais as vantagens que justificam a PPP de iluminação pública, quantos ciclos de modernização estão previstos, quais serão as tecnologias implementadas, qual o valor mínimo a ser investido, qual a previsão de repasses no período do contrato e quais serão os serviços prestados?
O projeto da maneira que foi enviado é uma caixa preta e os vereadores não sabem o que entregarão para os curitibanos por aproximadamente um quarto de século.
