domingo, 22 fevereiro, 2026
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Quem vai para a comunicação do Palácio Iguaçu?

Ney Braga Alves, do Grupo Massa; Paulo Martins, da Rede Massa
Ney Braga Alves, do Grupo Massa; Paulo Martins, da Rede Massa

A sucessão do jornalista Marcelo Cattani, na Secretaria de Estado da Comunicação Social do Paraná, não deve ser o maior problema com que se defronta o governador Beto Richa, nestes dias de turbulência e desencontros que vão atingindo o Palácio Iguaçu. Mas certamente não é assunto que se deva considerar de somenos importância, ou “secundário”, conforme o classificou ontem à coluna um deputado estadual da base de apoio a Richa.

Eu prefiro o “tertius”: não é questão de urgência urgentíssima, mas também não pode ficar no vai da valsa. Ou, o que é pior: que o tempo se encarregue de apontar o nome mais bem equipado para suceder Cattani.

2 – INTERINIDADE

Hoje a Secretaria de Comunicação é ocupada interinamente por Deonilson Roldo, até agora visto por muitos como o “primus inter pares” do governador Beto Richa, mas que deve ter trabalho suficiente na chefia do Gabinete de sua excelência, e a quem não deve estar agradando a situação temporária. Especialmente num tempo de crise, sob a égide de falta de recursos materiais para a consecução de qualquer projeto maduro de comunicação governamental.

3 – NEY BRAGA ALVES

Há, é sabido, nomes na praça, que estiveram e/ou estão em cogitação para o cargo. Um que esteve muito ‘quente’ foi o de Ney Braga Alves, filho do presidente do Conselho Estadual de Educação, Oscar Alves, neto do histórico Ney Braga.

Ele teria sido indicado pelo apresentador Ratinho Junior, segundo algumas fontes da coluna; a verdade é que Ratinho, o pai, já desmentiu solenemente tal indicação. Diz que jamais o indicou.

O que se sabe é que Ney Braga Alves foi sondado para a posição. Não quis levar adiante a possibilidade: hoje é um homem prestigiadíssimo na Rede Massa, sendo um caso de sucesso impressionante por sua capacidade de direção comercial. Dizem que ganha R$ 230 mil/mês, quantia que nenhum cargo público oferece.

4 – PAULO MARTINS

Paulo Martins, jornalista, ligado a movimento religioso católico de linha conservadora, esteve no rol de cogitações para ocupar a SECS. Profissional sólido em análises socioeconômicas, e com futuro político se avizinhando (fez 70 mil votos para deputado federal em 2014, um recorde para um desconhecido das urnas), também não se animou em ampliar conversações com o Palácio.

Restam no páreo dois nomes: Anselmo, um jornalista de constante sombra de Beto Richa, acompanha-o em eventos de toda natureza.

5 – PAULO KRAUSS

E Paulo Krauss, jornalista profissional largamente experiente, tendo em seu currículo ter trabalho em revista de Economia em Tóquio e deambulado profissionalmente por outras plagas além mar.

Personalidade agregadora, profissional bem preparado, Krauss chegou a trabalhar por um tempo com Jaime Lerner, redigindo textos em inglês e português para o Instituto Jaime Lerner.

Pessoa de confiança de Roldo, Kraus hoje ocupa cargo de diretor adjunto da COPEL, respondendo pela área de Comunicação da empresa.

Quem entende bem do xadrez palaciano acha que é a hora e a vez de Krauss, “homem certo para horas de incertezas”, como cravou ontem uma eminência ‘grisé’ do tucanato paranaense.

O certo é que, diante da crise geral, e das limitadas possibilidades financeiras do Governo, a Comunicação Social já não é hoje vista como um grande prêmio para seu titular.

Entre os nomes citados como visados para o cargo está Rogério Mainardes, um dos homens chave do Grupo Positivo, dono de uma remuneração enorme, e um currículo de RP e Marketing respeitável.

Ele dificilmente trocaria a posição confortável no grupo UP por posto de Governo, opinam fontes que com ele convivem há anos.

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