terça-feira, 21 abril, 2026
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Projeto propõe diminuir crueldade no abate de animais

caminhao-transporte-galinhaQuem consome carne regularmente provavelmente não sabe, mas para o prato chegar à mesa, animais passam por processos cruéis que raramente ganham alguma divulgação, a não ser em casos de descumprimento de regras sanitárias.

Pensando nisso, o deputado estadual Feliciano Filho (PSC-SP) desenvolveu um projeto de lei que fala sobre o abate em termos bastante realistas.

“O Brasil é hoje o quinto país que mais consome carne bovina, por exemplo no mundo. Mesmo com toda a evolução tecnológica, no entanto, a forma como aves, suínos e bovinos morrem nos abatedouros é desesperadora até para o mais convicto dos carnívoros.”

“Queremos instalar câmeras em toda a linha de produção, desde o recinto onde os animais aguardam para serem abatidos, passando pelos corredores que levam os animais para o abate e o ponto exato onde ocorre a insensibilização, até o golpe fatal, a retirada de sangue e a separação das partes, ou seja, mostrando realmente todas as fases do abate”, pontua o parlamentar.

Uma das primeiras medidas após protocolar o projeto na Assembleia Legislativa do Estado foi colocar no ar uma petição pública que pede que o mesmo seja aprovado.

CRUELDADE

Deputado Feliciano Filho, PSC,SP
Deputado Feliciano Filho, PSC,SP

O Brasil é hoje o quinto país que mais consome carne bovina, por exemplo no mundo. Mesmo com toda a evolução tecnológica, no entanto, a forma como aves, suínos e bovinos morrem nos abatedouros é desesperadora até para o mais convicto dos carnívoros.

Já no transporte, os animais sofrem com as intempéries climáticas e sequer bebem água ou são alimentados. Não raro, no inverno, partes deles congelam dolorosamente. Também é comum alguns sofrerem o choque do embarque, doença que aparece quando a viagem dura muitas horas e eles ficam exaustos.

No caso dos bovinos, o gado entra no local de abate um a um. Aí os métodos variam: nos abatedouros mais modernos, uma pistola pneumática é utilizada para deixar o animal inconsciente. Já em matadouros menores (muitas vezes ilegais), é comum o animal tomar marretadas ou ter a garganta cortada ainda consciente, causando um sofrimento enorme.

EM ISRAEL

“Em Israel, um abatedouro foi fechado por maus-tratos, fato que motivou o Ministro da Agricultura daquele país a tornar obrigatória a instalação de câmeras em todos os abatedouros para que os veterinários do governo pudessem fiscalizar”, conta Feliciano, que se inspirou no modelo israelense para fazer a proposta. Para o deputado, é dever do Estado promover a educação e informação aos consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria das relações de consumo. E é direito do consumidor receber informações corretas, claras, precisas e ostensivas sobre as características dos produtos que adquire, dentre elas a origem e o método de produção. Daí a necessidade de permitir que o público veja como são abatidos os animais que chegam às panelas.

A petição que apoia o projeto de lei que pede câmeras em abatedouros pode ser encontrada no site do deputado Feliciano Filho no link:

http://felicianofilho.com.br/peticoes/cameras-nos-abatedouros-ja-2/

Mais informações a respeito do projeto do deputado podem ser encontradas no site do parlamentar: http://felicianofilho.com.br

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