sexta-feira, 17 julho, 2026
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PROJETO DE MODELAGEM DE BARRAGENS NO PARAGUAI TEM APOIO DA ITAIPU

A pedido do governo do Paraguai e da Administração Nacional de Eletricidade (Ande), a Itaipu Binacional está contribuindo com a modelagem tridimensional de duas barragens do país vizinho.

Técnicos da Itaipu com o scanner P2U (na caminhonete), junto à barragem de Acaray. Fotos: Alexandre Marchetti.

Na última semana, técnicos da empresa estiveram na barragem de Acaray para fazer o escaneamento a laser da estrutura. No próximo mês de março, será a vez de fazer o mesmo na barragem de Yguazú.

Acima, técnicos da Itaipu ajustam o scanner P2U à caçamba de uma caminhonete. Abaixo, o mesmo equipamento é empregado em um barco.

Yguazú e Acaray fazem parte do mesmo complexo de barragens. A primeira, com um reservatório de 550 km² no Departamento de Alto Paraná, é uma represa de regulação do fluxo do rio Acaray, enquanto a segunda, com um reservatório bem menor, de aproximadamente 60 Km², e localizada próximo à foz, no Rio Paraná, é responsável pela geração de energia, com um capacidade instalada de 262 Megawatts (MW).

Equipes da Divisão de Reservatório (MARR.CE), Divisão de Estudos (ODRE.CD) e Divisão de Obras Civis (SOCC.DT): trabalho integrado.

O trabalho desenvolvido por técnicos da Itaipu e com participação de três áreas – Divisão de Reservatório (MARR.CE), Divisão de Estudos (ODRE.CD) e Divisão de Obras Civis (SOCC.DT) – e tem como objetivo prover uma modelagem tridimensional completa das barragens aos engenheiros da Ande, que farão a análise dos dados. Essa análise irá subsidiar investimentos em segurança de barragem.

Imagem computacional do escaneamento da barragem de Acaray, no Paraguai.

MODELAGEM VULNERABILIDADE DA ESTRUTURA

Segundo o gerente da ODRE.CD, João Paulo Bueno do Prado, na etapa da semana passada, foram empregados os scanners P2U (Pegasus Two Ultimate) para o mapeamento móvel e a ScanStation P50 para o mapeamento fixo, que vão permitir a modelagem da estrutura emersa da barragem. São equipamentos de última geração utilizados pioneiramente no Brasil pela Itaipu. A isso vai se somar o trabalho da MARR.CE, que já realizou a batimetria dos dois reservatórios. “A união desses dois trabalhos permitirá ter uma modelagem completa das barragens, tanto do que está acima d’água como do que está abaixo”, explicou.

Roberta Dal Bosco Carletto, Rhayan da Silva Henrique e João Paulo Bueno do Prado (à dir.): trabalho vai permitir modelagem completa do complexo de barragens.

Com a modelagem tridimensional, será possível detectar possíveis pontos de vulnerabilidade da estrutura, tais como locais na barragem de enrocamento em que possa ter havido rolamento de blocos de rocha; ou processos erosivos em pontos de junção entre diferentes tipos de barragem (concreto, enrocamento e terra, por exemplo); ou ainda eventuais inconformidades no concreto.

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