terça-feira, 5 maio, 2026
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Procon pesquisa percepção dos consumidores sobre planos de telefonia celular

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

(Assessoria de imprensa)

O Procon-PR, órgão de defesa dos direitos dos consumidores da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, realizou, entre os dias 26 e 28 de janeiro, uma pesquisa com mais de mil consumidores para descobrir se os usuários consideram as informações dadas pelas operadoras suficientes, quando contratam serviços de telefonia móvel.

A pesquisa mostrou que 43,5% dos entrevistados utilizam os serviços de telefonia na modalidade “Pós-pago”, aquela em que o consumidor recebe faturas mensalmente. Já 55,6% utilizam as opções “Controle” e “Pré-Pago”, onde o consumidor só paga quando utilizar. O restante – 0,08% – afirmou não saber qual a modalidade do seu plano de telefonia celular. Das 1.100 respostas, apenas seis consumidores informaram não utilizar telefone celular.

Aproximadamente 56%, ou seja, 612 entrevistados afirmaram que tiveram acesso ao contrato no momento da contratação, mas somente 180 consumidores leram as condições contratuais. Já 484 consumidores, informaram que não tiveram acesso ao contrato no momento da contratação. Desses, 188 clientes buscaram esclarecimentos sobre as condições do serviço pelo aplicativo das operadoras ou internet.

De acordo com o secretário Ney Leprevost, de Justiça, Família e Trabalho, a pesquisa realizada pelo Procon-Pr revela uma realidade preocupante. “A informação é um direito básico do consumidor e o Governo do Paraná não aceita desrespeito com os consumidores”.

A pesquisa apontou ainda que de um total de 1.046 consumidores, 456 consideram as informações sobre seu plano (disponíveis nos aplicativos das operadoras) inacessíveis ou pouco claras. Além disso, 24,2% nunca consultaram as informações nos aplicativos.

Ainda, 822 entrevistados afirmaram que já tiveram problemas com sua operadora, sendo que pouco mais da metade informou que as reclamações foram solucionadas de forma espontânea. Já 348 clientes tiveram que buscar auxílio por meio de outros canais (Procons, consumidor.gov.br e Juizados Especiais, por exemplo) para ter seu problema resolvido.

Claudia Silvano, diretora do Procon-PR, chama atenção para o fato que quase 40% dos consumidores que participaram da pesquisa admitiram que tiveram acesso ao contrato, mas não leram. “As empresas precisam melhorar a oferta, mas a gente também precisa ler, se informar, e a gente não lê”, disse Claudia.

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