quarta-feira, 6 maio, 2026
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Presenças maiores – parte 5

ELES PARTIRAM MAS ESTÃO MUITO PRESENTES

A morte de alguns paranaenses entra nesta relação de “Presenças Maiores”. E por um único motivo: morreram neste 2021, “ visita do Anjo da Morte” sentida pelo Estado todo e fora do Paraná. É o caso dos desaparecimentos de Jaime Lerner e Euclides Scalco, referenciais na vida paranaense.

Outras mortes, como a do jornalista Fábio Campana, geraram toques de réquiem. Foi, no caso de Campana, a vitória da Covid. René Dotti também foi levado pelo Anjo da Morte, deixando um legado enorme, como ser humano engajado na defesa dos direitos dos homens e mulheres. E legou ao Brasil uma carreira jurídica, com destaque para o Direito Penal, em que foi mestre e em cujos códigos deixou sua contribuição especial. Na UFPR foi o inigualável mestre de gerações.

O desaparecimento de Manoel Isidro Coelho, nosso “designer” maior resultou de uma somas de moléstias. Coelho deixou sua genealidade em ponto significativos da vida curitibana. Dele é toda a programação do campus Rebouças da PUCPR, onde uma de suas melhores criações é a biblioteca da universidade. A marca do Instituto |Ciência e Fé “Fidelis et Constans” também foi concepção de Manoel Coelho. Nosso olhar sobre o ano que finda, prosseguirá, neste espaço, nos primeiros dias de 2022.

NO MUNDO CULTURAL – há que se ressaltar o bom trabalho de Zélia Sell constante da reedição de seu livro “Altdeutschen. Trata-se de um sintético mas preciosa amostra da imiogração germânica do Paraná, desde a primeira metade do século 19. Os alemães que para cá vieram não geraram muitos levantamentos históricos em torno das realizações, projetos e legados da etnia. Isso bem ao contrário do que aconteceu com a imigração italiana. Como curiosidade quero citar: boa parte da imigração alemã no Paraná localizou-se na histórica cidade da Lapa e cercanias, berço de inúmeros personalidades da vida paranaense.

Zélia Sell e a capa do livro Altendeutschen.

VIDA E OBRA DE LERNER: o livro que enfocará a vida e obra do curitibano, gerador de uma revolução urbana modelar para o mundo, é coordenado por Jaime Lechinski, que foi secretário de Imprensa de JL e seu braço direito. O projeto vai se desenvolvendo com vistas a um livro possivelmente em português e inglês.

A qualidade do livro está garantida: reunirá depoimentos e textos sobre Jaime a partir de algumas pessoas que privaram do convívio pessoal e profissional de Lerner: Lechinski, Valéria Bechara, Geraldo Pougy, Maí Nascimento Mendonça, Dante Mendonça, Julio Zaruch, Aroldo Murá G. Haygert, Abrão Assad, entre outros, como Clarita Lerner Naigeboren e Sig Morgenstern.

O livro ainda não tem nome. Será um trabalho de criação coletiva e assim se apresenta com vistas aos benefícios das leis de incentivo fiscal à cultura. Acredito que o rol dos que poderão contribuir para a boa qualidade da obra deve contemplar, também, depoimentos de Gerson Guelmann, que foi fidelíssimo auxiliar de Lerner.

Jaime Lechinski
Maí Nascimento Mendonça
Dante Mendonça
Luiz Júlio Zaruch
Arquiteta Valéria Bechara

Abrão Assad
Gerson Guelmann

PANDEMIA: O Paraná não foi poupado da pandemia, que ceifou vidas, levou grandes paranaenses e amigos nossos em todos os estratos da sociedade. Ao mesmo tempo, as realidades do Coronavírus ampliaram a crise econômico-financeira que abalava o país já antes de 2020. Como parte da devastação física e emocional experimentada no Estado, fecharam-se empresassd comerciais, industriais e o mundo do espetáculo também não conseguiu resistir à “faxina”.

A Livraria Curitiba fechou um de seu melhores pontos de venda e de promoções culturais, sua loja do Shopping Curitiba. No mesmo shopping, a mega loja da Livraria Cultura (de São Paulo) deixou de funcionar, como parte de uma débâcle do empreendimento dos livreiros Hertz. Entre as más lembranças da pandemia em Curitiba, na mais choicou (esta é a palavra certa) os cinéfilos do que o fechamento dos cinema do Banco Itaú localizados no Shopping Cristal. Suas duas salas “Vips” eram muito procuradas, mas todo o espaço – 5 salas no total – garantiam cinema de qualidade com o aval do Instituto Moreira Salles. “Tôo bad”, como diriam os colunistas Ibrahim e companhia.

A ACADEMIA Paranaense de Letras foi-se reinventando nos dois anos da pandemia. Limitou suas reuniões de imortais a contatos pela web. Neste final de ano, o trabalho de Ernani Buchmann, aglutinando gente de qualidade em torno da AL, expôs-se mais. Foi quando recebeu um dos mais importantes valores culturais do Paraná, Clèmerson Merlin Clève. Ele assumiu a cadeira de Jesuino Marcondes, que teve René Dotti como último ocupante.

Clèmerson Clève
Ernani Buchmann
René Dotti
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