quarta-feira, 6 maio, 2026
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Presenças maiores 2021- Parte 4

Na quarta parte dessa breve análise de nomes e de fatos marcantes na vida paranaense em 2021, segundo avaliação deste síte, aqui seguem objetivas referências e homens, mulheres e fatos que – às vezes mesmo com raras exposições na mídia – foram “Grandes Presenças”:

ITAIPU BINACIONAL 1

A empresa teve uma papel muito relevante no ano que se encerra, pois ampliou obras da Ponte de Integração que garantirão inaugurar no 2022 a a nova ligação Brasil-Paraguai. A obra, faça-se justiça, começou com o general Silva e Luna, hoje presidente da Petrobrás. O novo diretor geral brasileiro, João |Francisco Ferreira , deu prosseguimento à construção, acelerando-a. A ponte era esperada há dezenas de anos. A construção da ponte envolve também investimentos do Governo do Paraná.

Gen. João Francisco Ferreira, diretor geral de Itaipu

ITAIPU BINACIONAL – 2

A presença da Itaipu Binacional na vida do Paraná é enorme. E com repercussão mais sentida ainda no Oeste e Sudoeste do Paraná. Isso sem deixar de avaliar sua importância maior, o fornecimento de energia elétrica ao Brasil num ano marcado pela crise hídrica. Ainda por dever de justiça, o site/coluna registra o nome da jornalista Patrícia Iunovich, superintendente de Comunicação da Itaipu, como peça fundamental no processo que mostra ao Brasil essa empresa de natureza muito especial e de relevância internacional.

Patrícia Iunovich

MEDICINA CÍCERO DE ANDRADE URBAN: a agenda internacional que o mastologista /oncologista desenvolve, ministrando aulas e conferências mundo a fora, sofreu radical mudança em 2020 e 2021. Cícero deixou de atender freqüentes solicitações feitas por entidades especializadas em doenças da mama em países como Estados Unidos, França, Kwait, Espanha, Turquia, Argentina… Adaptou-se sem maiores dificuldades às conferências online, foi vencendo a pandemia. Ao mesmo tempo, prosseguiu em Curitiba a formação de estagiários em Mastologia vindos da Europa e América do Norte, especialmente.

No ano que logo estará começando, Cícero já confirmou conferências e cursos que ministrará nos Estados Unidos, Kwait, Espanha…agora ao vivo. Vice-presidente do Instituto Ciência e Fé de Curitiba, professor universitário, Cícero – dos quadros do Hospital Nossa Senhora das Graças e da Oncoclínica de Curitiba – é também autoridade em Bioética. Autor de livros editados na Europa sobre Cirurgia, pela editora Singer.

Cícero de Andrade Urban

MEDICINA 2: MÉDICOS CHRISTIANO MACHADO, MARIA AUGUSTA KARAS ZELLA, RAUL ANSELMI JUNIOR, EDMILSON MÁRIO FABBRI, CARLOS SPERÂNDIO: independente das especialidades em que atuam, eles se inserem entre os profissionais da saúde cuja relevância profissional foi ainda mais bem reconhecida neste 2021. São fidelíssimos, garanto, ao juramento de Hipócrates e da ‘ars curandi’ . Por isso têm a admiração de Curitiba, pois a cidade os identifica. Para eles o paciente sempre requererá “ir além do dever”.

Christiano Machado
Maria Augusta Karas Zella
Raul Anselmi Junior
Edmilson Mário Fabbri
Médico Carlos Sperândio

HISTÓRIA DO PARANÁ: “1971” Paranaenses fizeram alguns lançamentos de livros no ano 2021, boa parte deles sendo livros de cunho ficcional, poético, algumas biografias, como a de Euclides Scalco. O mais importante deles é o que tem Jean Feder como coautor: “1971 – conspiração, conflitos e corrupção: a queda de Haroldo Leon Peres”. A edição é da Nova História e Gestão Cultural, pouco conhecida em Curitiba, sediada em Campo Mourão.

Jean Luiz Féder

Os autores desse livro que tem o grande mérito de investigar os quês e porquês da queda do governador Haroldo Leon Peres, em 1971, são Jean Feder, com uma boa história de atividade jornalística em Curitiba, filho do grande João Feder, que deixou marcas notáveis na imprensa do Paraná, como formador de jornalistas na UFPR, e na direção do jornal O Estado Paraná; o outro autor do livro que faz um notável trabalho de jornalismo investigativo e pesquisa histórica, é Jair Elias dos Santos Junior. Ele é formado em História, dono da editora Nova História, e conhecido e acatado por trabalhos de valorização da memória paranaense. Pretendo me ocupar, futuramente, de alguns momentos do livro.

Jair Elias dos Santos Júnior

De saída posso dizer que o episódio – queda de Haroldo Leon Peres, acusado de corrupção pelo grupo CR Almeida – me é familiar, dele me ocupei como jornalista do único veículo da imprensa paranaense que o registrou. Foi o semanário católico Voz do Paraná, o qual eu dirigia em 1971, que conseguiu burlar a censura da Polícia Federal e apresentar a íntegra da ampla reportagem da revista Veja em que o episódio fora detalhado.

Haroldo Leon Peres

Nosso “furo” só teve um mérito: tivemos acesso a um exemplar da revista que contava toda a história de Haroldo, e ousamos enfrentar a PF, fiel guardiã da censura daqueles anos de chumbo. Uma boa parte do caminho investigativo foi cumprido por Jean Feder, alguns anos depois da queda. Foi quando ele entrevistou Leon Peres para a revista Quem, de Curitiba, publicação de Carlos Jung e que sempre primou por qualidade editorial.

General Emílio Médici

O que tenho a registrar, por ora, são os meus cumprimentos a Feder e a Jair Elias por terem entregue à História do Paraná um capítulo valioso, que ajuda a em entender a teia de negócios escusos montada em torno do governo do Paraná naqueles dias de Médici. Eu fui um dos poucos que ouviram a leitura da carta de demissão de Leon Peres, lida para um platéia de talvez 60 pessoas, no gabinete do Governador. Fui levado ao local pelo jornalista Ayrton Luiz Baptista, então secretrário de Imprensa de Leon Peres.

No caminho até a sala da renúncia, meu ex-professor na Faculdade der Filosofia da UCP (hoje PUCPR), coronel de Exército Haroldo Carvalho, então secretário de Educação, ao me encontrar no corredor, disse: “Que ladrão de galinhas, esse nosso xará…”

“1971 – conspiração, conflitos e corrupção: a queda de Haroldo Leon Peres.
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