
Goste-se ou não do premier de Israel, Benjamin Netanyahu, o fato é que ele foi astro de primeira grandeza nos cinco dias que esteve no Brasil.
Deu entrevistas sem maiores dificuldades, ao chegar para a festa no Itamaraty, foi à praia, no Rio, subiu ao Pão de Açúcar com a mulher, andou pela outrora cidade maravilhosa com desenvoltura, e fez reunião descontraída com lideranças cristãs. Com a presença, diga-se, do cardeal arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, que, teoricamente, é um dos “papáveis” na eventual sucessão do atual papa.
DISTINÇÃO
Na posse de Bolsonaro, não poderia ter contemplado com maior distinção: o presidente, no discurso no Congresso, foi taxativo, dizendo que o Brasil, agora, escolhe ser fiel à sua herança judaico-cristã. E recebeu abraço efusivo do novo presidente que, monoglota, sempre esteve, na hora de receber cumprimentos no Planalto, “coberto” por discretos intérpretes.
Um campeão mundial de grandes lances políticos, amado e odiado mundo afora, o premier repete: o Brasil vai montar embaixada em Jerusalém. “É questão só de quando”, diz.
