segunda-feira, 10 agosto, 2026
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REPERCUTINDO: Prefeito quer reforma administrativa, mas não explica “mágico sequestro” de 600 milhões do funcionalismo no IPMC

Rafael Greca de Macedo

Greca tem “tradição” no IPMC, cujo edifício sede ele comprou à família Gulin; o alcaide é funcionário nada exemplar aposentado do IPPUC, mas sempre ocupou cargos de altas mordomias fora do instituto

 

Não é de agora que o Instituto de Previdência do Município vem sendo mal gerido/surrupiado por maus gestores que passam pelo IPMC. O Histórico demonstra que o instituto é patrocinador de negócios que são escassos de transparência e controle. Ou, pelo menos, mal explicados. Isso há anos. Um exemplo histórico é o caso da péssima aplicação em um Fundo Piatã do Rio de Janeiro, no qual foram investidos R$20.000.000,00 (VINTE MILHÕES) nos idos de 2009, que deram prejuízo à autarquia municipal e as futuras aposentadorias dos servidores.

Outro exemplo histórico foi a compra do edifício Delta no Centro Cívico em Curitiba, feita por Rafael Valdomiro: Na época o prédio foi comprado de um consórcio formado pela Viação Cidade Sorriso, de Donato Gulin, Liberté Participações e Administração, do José Carlos Gulin, empresa Canela, de Donato Gulin, e Irmãos Thá Construções. Os Gulins são os mesmos empresários do transporte coletivo que Rafael Greca tanto ajuda.

“PARA GERAR CAIXA”

Na gestão passada de Greca, foi notório o avanço de todo irregular no fundo previdenciário do município. Tal como confirma um solteirão servidor da secretaria de Finanças, em comentário em voz alta em um bar, em tom de choro, tomando uma cerveja e com a língua solta: Disse que o secretário de Finanças determinou a utilização de recursos destinados ao IPMC para gerar “caixa” na prefeitura e pagar o asfalto pré-campanha eleitoral. O IPMC colaborou com mais de R$600.000.000,00 milhões em asfalto, dinheiro descontado dos servidores e que agora faz falta nos cofres do IPMC.

DESFALQUE E REFORMA?

Diante do desfalque do IPMC, surge agora uma “REFORMA DA PREVIDÊNCIA” a qual deve,por prudência, repor os valores faltantes nos cofres do Instituto previdenciário, o IPMC. Essa situação do IPMC não se pode classificar como mais um imbróglio da administração Greca de Macedo. A anomalia compromete seriamente o futuro do funcionalismo, por gerações. Até por isso, é bom lembrar, conforme relatam à coluna operosos servidores da autarquia: “em 15/10/2018 o alcaide anunciava que o servidor Gil Ari Merchel Piovesan assumiria a administração do IPMC”.

E mais:” -Greca assim publicamente anunciou -‘ele vai administrar o IPMC, patrimônio inestimável de Curitiba. É o único instituto de previdência do País que tem os recursos garantidos no orçamento anual da cidade. Isso foi possível graças ao Plano de Recuperação de Curitiba. Ele vai zelar pela correta aplicação de recursos. O problema previdenciário do IPMC está equacionado pelos próximos 30 anos”, acrescentou Greca”.

Leiam o que prometia o site da PMC: (https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/funcionario-de-carreira-da-prefeitura-e-novo-presidente-do-ipmc/) No anúncio posavam para foto Ari Gil , Luiz Fernando Jamur e o Prefeito.

Luiz Fernando Jamur

“NÃO HÁ BEM QUE…”

Como diz o velho adágio – “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”. Assim, confirmando o adágio, o servidor Gil foi destituído do IPMC, retornando a sua antiga posição, da qual, segundo alguns colegas seus, não deveria ter saído. Seus colegas concordam: “Ele foi punido pelo gosto de bajular, e bajular com muita dedicação ao alcaide. No entanto, isso não adiantou, Rafael Greca o removeu-o do IPMC porque sabia que com Gil não poderia contar para fazer as “mágicas” que iriam ser parte do “apoio” à campanha de reeleição.”.

Breno Pascualote Lemos

JAMUR PEDEU

A saída de Gil Ary demonstrou pura perda de forças do secretário Jamur, em uma batalha que foi vencedor Vitor Hugo Puppi, o qual colocou na chefia do IPMC Breno Pasculatote Lemos, economista. Esse Breno chegou com fama de ter soluções mágicas para salvar as contas de Rafael Valdomiro Greca de Macedo.

Na Prefeitura, todos os bem informados – como o pessoal das Finanças – atribuem a Breno as “salvadoras”, manobras financeiras para esconder as deterioradas contas municipais. O “milagre”, no caso, foi o malabarismo com o dinheiro dos servidores! E diante dessas magias financeiras, dona Matilde da Luiz, depois de uma breve visita à Secretaria de Finanças, saiu de lá dizendo: – O prefeito Greca, o secretário Vitor Hugo e Breno já estão sendo citados como ‘os melhores discípulos’ do mágico Houdine – o dinheiro some e se materializa em outro valor, no caso, em asfalto. Sem maiores explicações ou prestação de contas… Afinal, no mundo mágico não se revelam os segredos.

Para refrescar a memória O IPMC era detentor de uma fortuna, destinada a garantir as futuras aposentadorias dos servidores que tiveram descontos em seus salários. Lamentavelmente, esse dinheiro foi e é administrado de maneira política, no que o vocábulo político tem de mais rasteiro e danoso. Nada a ver com a ciência Política. É necessário verificar quem são os gestores das aplicações milionárias do IPMC, quando foi desviado e quanto deixou a prefeitura na recente administração de Rafael Valdomiro Greca de recolher aos cofres. Quem tem de fazer essa cobrança: a Câmara Municipal, Ministério Público e Tribunal de Contas.

Lembra uma experiente advogada da área previdenciária que a apropriação indébita veio para tipificar a conduta do agente que deixa de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional. Incorre, também, quem deixar de recolher contribuição ou outra importância destinada à previdência social, tal como os juros e dividendos de aplicação.

ENTRE VERDADES E MENTIRAS

Quem bem conhece o “animus” que preside as ações de Rafael Valdomiro Greca de Macedo sabe que ele sempre age como se fosse um iluminado. Na verdade, ele se crê um iluminado, bafejado por arcanjos e querubins para missões maiores. Nunca aceitou ser figurante de fatos políticos, até por isso se explica a destreza com que ele, ao longo de sua vida de homem público, 66 anos, tem se livrado de seus benfeitores.

Jaime Lerner

Sempre encontra o momento preciso para se livrar daqueles que foram seus mentores. Foi assim com Jaime Lerner (seu mentor maior e artífice do hoje alcaide), com Roberto Requião a quem, se uniu contra Lerner, com o amigo e benfeitor Beto Richa…No futuro… “Nasci para ser protagonista”, proclamava o jovem vereador de Curitiba, nos anos 1980.

E mais: por muitas vezes insinuou ser uma espécie de reencarnação(!) de um cardeal de Florença nunca nominado. Pode? O curioso é que o moço que Jaime Lerner fez nascer e embalou – e a quem depois trairia, ao unir-se a Roberto Requião – só trabalhou no serviço público.

A exceção foi um “emprego” em firma da família (empresa que fechou ou faliu?) e como cronista do jornal católico Voz do Paraná, cuja passagem está registrada no livro “Voz do Paraná – um jornal de resistência”, de Diego Antonelli. Curioso é que trabalho na vida de Rafael, tal como se conhece, aquele do dia a dia dos que são empregados de fato – pouco se sabe.

Diego Antonelli

Ele viveu até se aposentar há 4 anos, exclusivamente do serviço público, como engenheiro (não é urbanista nem arquiteto) do IPPUC, tendo entrado em tempos de Lerner no instituto. Por lá não passou mais que poucas horas. De resto, ou ficou como secretário do segundo governo Lerner, ou, depois, como colocado à disposição do governo Requião e, mais adiante, servindo no gabinete do senador Requião em Curitiba.

Em todos os lugares, com mordomias, incluindo as dadas a deputado federal de curta memória; e nos dias da triste passagem pelo Ministério do Turismo, onde presidiu o fiasco da Nau Capitanea que nunca conseguiu navegar pelos 500 anos do Brasil.

Essa memória da vida profissional de Greca de Macedo é para mostrar momentos do servidor que hoje anuncia uma reforma administrativa que só onerará os servidores de fato |Greca, um servidor que herdou muitos bens materiais, e sempre apoiado por amigos milionários, quer ser de novo protagonista, com a tal reforma. No entanto, se o país tiver funcionando como plena democracia, terá antes de explicar como avançou no dinheiro do IPMC.

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