terça-feira, 5 maio, 2026
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Pré-candidato, Osmar revela facetas da infância

Osmar Dias, na entrevista
Osmar Dias, na entrevista

Há declarações de Osmar Dias feitas na semana para o projeto “Encontros do Araguaia” que não serão reveladas até a publicação do livro cheio de relatos históricos de personalidades que construíram o Paraná de hoje. O mesmo critério é adotado com relação aos outros entrevistados ouvidos, como Álvaro Dias, Borsari Neto, Jaime Lerner, René Dotti. No dia 7 de março será a vez do ex-governador João Elísio Ferraz de Campos, responsável pela primeira lei estadual de responsabilidade fiscal, modelo para a congênere federal aprovada depois, no Governo FHC.

Exceções serão admitidas, porque não ferem o compromisso com o tempo, que assumi (como organizador da obra) sobre os relatos gravados também em vídeo para futura exposição na web.

LIVRO CAIXA

No entanto, esclareço: cada entrevistado teve momentos de descontração, quando as declarações marcaram-se por fortes expressões de saudade ou de recordações familiares. Tal como ocorreu quando, dia 14, terça-feira, Osmar – declarado pré-candidato ao governo em 2018 – começou a manusear, depois do almoço, um antigo livro caixa, tamanho médio.

Ali a letra firme de seu Silvino, o pai do clã Dias, foi registrando o dia a dia de investimentos financeiros que fazia nos filhos.

A intenção seria cobrar ressarcimento, no futuro, dos beneficiários, pois a fortuna em terras que Silvino foi amealhando podia sugerir a medida, diante de inevitável futura partilha? Pode ser.

Prefiro admitir que o caixa tinha o sentido pedagógico próprio desse homem de pouca escolaridade, habilidoso administrador, pioneiro de Maringá e construtor de grande fortuna pessoal.

GASTOU MAIS

Fato é que, em muitas das anotações, ao fim das colunas de débitos dos filhos (todos) Silvino em muitos casos anotou: “Perdoado”. Mas nem todos.

Algumas dívidas foram para o “limbo”, provavelmente Osmar, mesmo tendo optado por ficar ao lado do pai, e ajudando-o nas lides da Fazenda de Maringá, guarda o “relicário” dessa contabilidade, com o registro de seus débitos: “Mas o Álvaro ficou devendo mais…”, esclarece. Os dois foram perdoados por Silvino.

SEMINÁRIO

Álvaro não quis enfrentar as dificuldades da terra, preferiu experimentar a vida de seminarista no Estado de São Paulo, o que pode explicar os gastos a maior.

A seguir, fotos de Annelize Tozzeto de momentos do depoimento, com 4,5 horas de duração:

Osmar, Celso Nascimento, Martha Feldens, José Lúcio Glomb, Marcus Vinicius Gomes
Osmar, Celso Nascimento, Martha Feldens, José Lúcio Glomb, Marcus Vinicius Gomes
 Aroldo, Carneiro Neto, Martha Feldens, Osmar, Celso Nascimento, Fábio Campana, José Lucio Glomb e Marcus Vinicius Gomes
Aroldo, Carneiro Neto, Martha Feldens, Osmar, Celso Nascimento, Fábio Campana, José Lucio Glomb e Marcus Vinicius Gomes
Aroldo, Campana, Martha, Celso Nascimento, Marcus Vinicius, Carneiro Neto Glomb e Osmar Dias (de costas)
Aroldo, Campana, Martha, Celso Nascimento, Marcus Vinicius, Carneiro Neto Glomb e Osmar Dias (de costas)
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