Vereadores, muito além das gracinhas do alcaide sobre a obra, entendem que é hora de levar o projeto adiante. Tal como Greca prometera em 2018, ao lado de Beto Richa
O prefeito Rafael Valdomiro é um fabricante de frases incorrigível. Questionado pelo jornal Gazeta do Povo, sobre o porquê de não andar o projeto do Viaduto de Orleans, imbroglio que se arrasta há anos, ele produziu uma boutade perfeita contra o vereador Mauro Ignácio (DEM), em primeiro lugar, dizendo que a obra só serviria para que “Mauro Ignácio e o governador Ratinho Junior cheguemn mais cedo em casa”. O segundo atingido pela frase de efeito foi o govenador, de quem Greca, hoje, ainda é aliado.

IMBROGLIO DO VIADUTO (II)
Greca perde amigos, não perde a vocação de escorpião, o qual que tem de ferir, em quaisquer circunstâncias. É de sua natureza…Educado, até agora, o vereador Mauro Ignácio respondeu que “o prefeito tem um humor característico.” Mas clamou ao espírito público das autoridades, mostrando a importância da obra que poderá gerar, no futuro, até a implantação de nova estação rodoviário e de um hospital público, entre outros enormes benefícios para a região.

IMBROGLIO DO VIADUTO (III)
A Câmara Municipal sinaliza tendência a sair de sua reverente aceitação de tudo que o prefeito decide. Pois não é que as declarações de Greca reavivaram a memória de muita gente, alguns indo até ao ano de 2018 quando Greca e Beto Richa se diziam entusiasmados com a obra. Foram dias em que até parceria com a CCR foi anunciada. No entanto, jamais consumada.

IMBROGLIO DO VIADUTO (IV)
De toda essa lambança oportunamente levantada pelos meios de comunicação e pela persistência do operoso Mauro Ignácio, houve resultados que vão muito além das gracinhas do alcaide.
Assim, os vereadores Alexandre Leprevost, Nori Seto e Sergio Toaldo formaram ao lado de Ignácio um quarteto comprometido com o andamento desse projeto que tem todas as características de “obra de Santa Engracia” (uma histórica igreja paroquial cuja construção nunca ia para frente).

O grupo está disposto a ir ao Governador Ratinho Junior pedir ajuda, apoio, recursos, pelo bem de Curitiba, sabendo que o governador olhará o assunto sem qualquer interesse de eventualmente, poder, com o viaduto, “chegar cedo em casa”.
PARA HUÇULAK, “ NINGUÉM FUROU A FILA”
A secretária de Saúde, a enfermeira Márcia Huçulak, foi à Câmara prestar contas de atos de sua pasta e apresentar auxiliares.

No meio do tiroteio que as autoridades sofrem por falta de vacina – do qual estados e municípios estão isentos de culpa -, ela garantiu que seriam “apenas fake news” informações de que teriam ocorrido fura-filas de vacinação em Curitiba. Quer dizer: Huçulak garante que ninguém passou para trás grupos preferenciais na vacinação. Faltou algum vereador mais antenado perguntar sobre a notícia de Rogério Galindo, comandante do bem informado site Plural, segundo a qual o arcebispo de Curitiba teria sido vacinado. O religioso não pertence a grupos prioritários.
COMUNIDADES TERAPÊUTICAS NA ‘SARÇA ARDENTE’
Na semana, vereadores quase se engalfinharam na Câmara de Curitiba. Uns,defendendo fortemente as chamadas comunidades terapêuticas, de recuperação de drogados, a maior parte delas mantida por igrejas – evangélicas e Católica Romana. Há também poucas de orientação kardecista.
COMUNIDADES TERAPÊUTICAS (II)
Um dos vereadores caiu de pau nas comunidades, alegando que elas receberam dos governos ano passado cerca de R$ 300 milhões. Colocou em suspeita o uso de tanto recurso, alegando que os CRAS, via SUS, ganharam a metade desse valor citado. Disse que tanto dinheiro estaria enchendo os bolsos de religiosos que dirigem essas instituições. Pessoalmente acho importante o trabalho das comunidades terapêuticas.

E acho que o poder público deve mesmo apoiá-las, já que os governos não conseguem atender a essa multidão de drogados que lutam para fugir da adição química. E aproveito para citar a mais importante delas, a brasileira “Fazenda da Esperança”, dirigida pelo frei Hans, alemão. A obra está já na Europa.

COMUNIDADES TERAPÊUTICAS (III)
O vereador que se opôs às comunidades, teria passado dos limites, para alguns de seus pares. Teria ferido o direito de culto, a liberdade religiosa. Assunto foi tomando outro rumo, e o acusado – opositor das terapêuticas – para surpresa minha, avançou em manifestações teológicas, citando a Teologia da Prosperidade. Parece que até andou por perto de Werber. Isso tudo é sinal de que a nossa Câmara começa agora a dizer a que veio, ciente de que a História vai julgá-la, pelo bem ou prelo mal que fizer à cidade.
