sexta-feira, 1 maio, 2026
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Poucas & Boas: Negacionistas na Alep

Dep. Missionário Ricardo Arruda. Foto: Orlando Kissner/Alep

Quarenta por cento dos 54 deputados estaduais do Paraná estão trabalhando em casa. É o home office legislativo, em que é possível também identificar o outro lado da questão: boa parte desses que está em casa argumenta não querer de expor aos deputados negacionistas, que se negam a tomar vacina. É o caso de pelo menos de dois deles, o missionário Ricardo Arruda, e o coronel Lee.

Um parlamentar, com longos anos de mandatos, sem condenar a posição dos colegas – e já vacinado com a terceira disse, disse ao blog: “ E lá  vou eu me expor a uma reinfecção?”

O missionário Arruda talvez ache justificativa religiosa para ser um negacionista. O coronel Lee, do PSL, pode, apensas, estar seguindo o seu modelo político, o presidente Bolsonaro.

Dep. Coronel Lee. Foto: Alep

AS VALENTES PROMOTORAS

Duas promotoras de justiça estão à frente, no Litoral do Paraná, à resistência ao avanço dos chamados “desenvolvimentistas”, empreendedores que se julgam – acima das leis ambientais -, e pretendem , a qualquer custo, ver seus negócios implantados. Um deles poderá “acabar” com a Ilha do Mel, tal a violência com que contraria as leis ambientais (o assunto está na página de hoje do site).

As promotoras já teriam manifestado a colegas estarem temerosas de represálias contra suas vidas. Estariam em vias de pedir segurança policial,  segundo fontes. Ouço murmúrios em grupos feministas que estariam montando um grande ato de solidariedade às duas valentes.


A “VIÚVA” DOS SEMINARISTAS

Por muitos anos, pelo menos até o começo dos 1980, a Arquidiocese de Curitiba conseguia formar seus vocacionados à vida clerical (padres diocesanos) com recursos que uma viúva inglesa legara à Arquidiocese, em forma de investimentos. Rendiam em libras esterlinas. Hoje não sei a quantas anda essa reserva financeira; ou mesmo se ela ainda existe. Minhas fontes na Cúria não  me respondem…

Mosteiro do Encontro, no Pinheirinho

A “VIÚVA” DOS SEMINARISTAS (2)

Outro exemplo de generosidade foi dado pela condessa Skoda, da família europeia controladora da indústria automobilística Skoda, cujos carros foram um “must” em todo mundo. Pois a piedosa mulher hospedou-se na modesta casa de retiros que o antigo Mosteiro do Encontro mantinha no Pinheirinho. Isso lá pelo começo dos 1980. Fez retiro espiritual lá, em meio à viagem de lazer pelas Américas.

Cativada pela simplicidade e acolhimento das monjas beneditinas, acabou deixando – ao se despedir da semana que lá passara em companhia de uma assessora – um cheque  de US$ 100 mil.  Deo Gratias!

Seminário São José, em Orleans, Curitiba

Foi esse cheque que permitiu às beneditinas a compra da área que há 10 anos ocupam em Areia Branca dos Assis (Mandirituba). E ainda sobrou para parte da obra que tem milhares de metros quadrados.

ENEIDA, DE VIRGÍLIO

Não é piada, é verdade total: no começo dos anos 1970, um leitor de apurada formação cultural foi atendido no balcão central da Biblioteca Pública do Paraná, quando pediu:

– Onde posso encontrar a Eneida?

A resposta, na ponta da língua, da atendente, mandou-o “descer ao subsolo”; lá encontraria Eneida.

Ele desceu. E foi encaminhado à bibliotecária referencial da área, de nome Eneida (Mello). O moço queria, apenas, a Eneida, de Virgílio.

Prédio da Biblioteca Pública do Paraná

CONCLUSÕES APRESSADAS NO TSE

Está rendendo pano pra manga a mudança nos sistemas telemáticos do TSE por determinação do ministro Luiz Roberto Barroso.

Sem qualquer comprovação, e em certos casos com doses de má fé, há quem veja na mudança um sinal de insegurança do processo eleitoral brasileiro.

A segurança das urnas, atestada por organismos internacionais como a Organização dos Estados Americanos (OEA) é questão diversa da que diz respeito ao site da corte.

A questão merece toda a atenção do ministro Luiz Édson Fachin, que nesta terça-feira (22) toma posse da presidência do TSE. Fazemos votos de que ele mantenha a serenidade e a responsabilidade que o tema requer.

Ministro Luís Roberto Barroso
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