segunda-feira, 13 julho, 2026
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PONTE DA INTEGRAÇÃO TRARÁ MAIS SEGURANÇA E BENEFÍCIOS SOCIOECONÔMICOS À FRONTEIRA

Para representantes de órgãos de segurança de Foz do Iguaçu, a construção da segunda ponte sobre o Rio Paraná, na região das três fronteiras, trará benefícios econômico-sociais, ordenamento de tráfego e mais conforto para os diferentes públicos que fazem diariamente a travessia entre Brasil e Paraguai.

Para o delegado da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Paulo Bini, todos sairão ganhando com a nova ponte.

A constatação generalizada é que vai representar não apenas um novo ciclo econômico para a região, mas também novos investimentos em segurança na fronteira mais visitada do Brasil.

Para o delegado da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Paulo Bini, a Ponte da Integração Brasil – Paraguai, que deve ser entregue em 2022, trará maior fluidez no comércio internacional e mais conforto para o turista, porque com ela passará a existir uma separação das funções das duas pontes, já que a segunda será voltada principalmente à travessia de cargas.

Segundo ele, todos sairão ganhando. “Os caminhoneiros brasileiros e paraguaios não precisarão ter um horário fixo para atravessar de um país para o outro e os turistas não vão mais competir com o transporte de cargas”. De acordo com Bini, não há qualquer indício de que a nova ligação venha a favorecer ações ilícitas.

MAIOR MOBILIZAÇÃO

Natural de Foz do Iguaçu, o delegado chefe da Polícia Federal na cidade, Mozart Fuchs, conhece bem o problema da saturação da Ponte da Amizade. “Acompanhei e acompanho as dificuldades de haver uma única ponte ligando com o Paraguai, porque o fluxo é muito intenso”, conta. Ele reconhece que será necessário “uma mobilização maior dos efetivos de fiscalização e policiamento para os registros migratórios e o combate ao crime organizado”.

O delegado chefe da Polícia Federal na cidade, Mozart Fuchs: única ponte ligando com o Paraguai dificulta fiscalização.

Já para o diretor do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira (Idesf), Luciano Barros, a nova ponte vai permitir um crescimento gigantesco do comércio exterior em um ponto altamente estratégico. “A tríplice fronteira é a mais rica e movimentada de todos os quase 16 mil quilômetros de fronteiras do Brasil com outros países.”

FISCALIZAÇÃO

O movimento intenso de turistas na tríplice fronteira facilita a ação de grupos de criminosos, que aproveitam para atravessar drogas, armas, munições e contrabando para o lado brasileiro, não só pela fronteira seca, mas também pelo Rio Paraná. A construção da nova ponte vai contribuir com o aumento da fiscalização, já que contará com novas aduanas e sistemas de controle completos, voltados principalmente para as cargas.

A passagem de pedestres na nova ponte não será problema, já que o número será pequeno em comparação com o da Ponte da Amizade, onde só passarão turistas e moradores a pé, em carros particulares, vans, ônibus e motos, o que vai permitir direcionar a fiscalização para este tipo de público.

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