Assessoria – Com 61 anos de atuação, o Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo construiu uma trajetória consolidada ao integrar saúde, educação especial e assistência social, com foco na promoção da dignidade, da autonomia e da qualidade de vida para pessoas com múltiplas deficiências, com necessidade de reabilitação e para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista.
A origem desse modelo está ligada ao legado de São Luis Orione, santo italiano reconhecido pelo trabalho com pessoas em situação de vulnerabilidade social. O Pequeno Cotolengo chegou a Curitiba em 1965 e, desde então, preserva os princípios que orientaram sua fundação. Para o presidente, Padre Renaldo Lopes, essa história se traduz no atendimento prestado a cada paciente e assistido na Organização. “O Pequeno Cotolengo nasceu do espírito de São Luis Orione, que nos ensinou a cuidar das pessoas com amor, atenção e humanidade, e são esses valores que orientam cada gesto, cada atendimento e cada relação construída dentro da Organização todos os dias.”
Com atuação médica e multidisciplinar, o Complexo realiza cerca de 481 mil atendimentos por ano em mais de 42 especialidades e áreas, entre elas fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e equoterapia.
Para o diretor técnico Tiago Kuchnir, o modelo integrado é decisivo para o cuidado prestado. “Quando você reúne tantas especialidades médicas e uma equipe multidisciplinar trabalhando de forma integrada, o resultado é outro. Cada área contribui para uma parte do processo de recuperação, e é esse trabalho conjunto que gera ganhos reais, desenvolvimento motor, recuperação funcional e autonomia. O paciente não é tratado por partes, ele é tratado como um todo, e isso aparece na evolução de cada um”, explica.

Os atendimentos de maior volume concentram-se na fisioterapia, com cerca de 40 mil procedimentos por ano, seguida pela psicologia, que soma mais de 17 mil atendimentos anuais. O Ambulatório Especializado em Transtorno do Espectro Autista (TEA) registra aproximadamente 14 mil atendimentos, com acompanhamento interdisciplinar voltado a crianças, jovens e suas famílias.
O Complexo oferece 100% dos seus atendimentos gratuitamente à sociedade e atua de forma complementar à rede pública, ampliando o acesso e qualificando o cuidado. Em 2023, essa atuação foi fortalecida com a inauguração da Unidade Hospitalar São Luis Orione, que opera como hospital de transição de cuidados, atendendo pacientes que estiveram internados na rede pública, mas que necessitam de acompanhamento clínico e reabilitação antes de retornar ao domicílio, com preparo e orientação de familiares.
Em 2025, a Unidade Hospitalar São Luis Orione e a Unidade de Cuidados Integrados Santa Terezinha receberam a acreditação da Joint Commission International (JCI), certificação internacional que atesta padrões de qualidade e segurança assistencial, sendo a primeira Organização sem fins lucrativos da América Latina a conquistar a JCI em cuidados prolongados.
Já na área da Assistência Social, o Complexo recebe pessoas em situação de risco ou vulnerabilidade social, vindas de diferentes regiões do Paraná. Chamadas de Assistidos, essas pessoas encontram no Cotolengo um lar estruturado para acolhê-las com dignidade, segurança e muito amor. A moradia é organizada em Grandes Lares e Casas Lares, de acordo com as características e necessidades de cada um, com equipe presente 24 horas por dia, todos os dias da semana, para garantir cuidado contínuo e de qualidade.
Para os Assistidos que moram no Complexo, outro atendimento importante é a Escola Pequeno Cotolengo, um dos pilares da atuação da Organização voltado para pessoas com múltiplas deficiências. Localizada nas dependências da Organização e considerada uma das maiores do estado. A Escola integra currículo formal e funcional, com foco no desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo-emocional, além de atividades pedagógicas, artísticas e projetos de inclusão.
Todo o atendimento é mantido, em grande parte, por doações e parcerias, com gestão baseada em um programa estruturado de Compliance. Para o diretor executivo Diogo Azevedo, o impacto vai além da assistência. “Ao longo de 61 anos, o Complexo estruturou uma atuação que ultrapassa o cuidado em saúde, com impacto concreto no desenvolvimento social, na economia local e no fortalecimento da rede pública de saúde em Curitiba e região.”
Reconhecido nacionalmente, o Complexo integra, pela sexta vez, o ranking das 100 Melhores ONGs do Brasil, foi eleito duas vezes a Melhor ONG do Paraná e figura entre as melhores empresas para se trabalhar, segundo o Great Place to Work (GPTW).
Ao completar 61 anos, o Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo reafirma um legado construído com consistência, compromisso público e impacto direto na saúde, na educação e no desenvolvimento regional.
