sexta-feira, 24 julho, 2026
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PARANÁ TEM O CUSTO DO GÁS NATURAL MAIS CARO DO BRASIL

 

Rui Gerson Brandt e Daniel Winocur

O Sinpacel-Sindicato das Indústrias de Papel, Celulose e Pasta de Madeira para Papel, Papelão e de Artefatos de Papel e Papelão do Estado do Paraná, está encabeçando junto com as empresas do setor, uma campanha para redução do custo do gás natural.

Existe um desapontamento com a injusta situação que enfrentam as indústrias do Estado do Paraná que pagam a segunda mais alta tarifa de Gás Natural do Brasil para uso industrial.

 

16% MAIS CARO

Em estudos feitos pelo setor, foi verificado que o Gás Natural custa em média 16% mais caro no Paraná do que em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Também foi avaliado que esta diferença deve ainda aumentar significativamente já que o Paraná anunciou uma redução para o mês de julho de 10 a 15% nos preços. Santa Catarina anunciou 21% de desconto.

 

PREÇO EM DÓLAR

Segundo o diretor da Huhtamaki do Brasil Ltda., Daniel Winocur, a indústria Paranaense paga ainda hoje os mesmos preços vigentes em fevereiro de 2020 quando o petróleo Brent valia 60 dólares o barril. O mundo todo teve redução muito significativa do custo de energia por causa da crise do Covid19 e a disputa de mercado entre Arábia Saudita e Rússia.

O Paraná não tomou conhecimento desta redução de preços até hoje. O Estado de São Paulo reduziu os preços do Gás Natural entre 14 e 27% durante o mês de maio.

Considerando os fatos, Winocur vê ‘um total descaso das autoridades’ com respeito à competitividade de indústria paranaense. “Só a título de exemplo, podemos mencionar que, antes da crise atual, o preço do Milhão de BTUs no Brasil era em média 12 dólares, sendo que na Europa era de seis dólares e nos Estados Unidos entre três e quatro dólares. A situação atual é ainda mais grave”, diz o diretor.

 

CONDIÇÃO DE COMPETIR

Já o presidente do Sinpacel, Rui Gerson Brandt, fala que é muito importante deixar a indústria em condições de competir, o que irá garantirá emprego, renda e arrecadação para os habitantes do estado. “O mercado cobra mais transparência na formação de preços de produção e distribuição de gás”, encerra o presidente.

(Assessoria de Imprensa)

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