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Paraná tem 142 mil residências pelo Minha Casa, Minha Vida

Paraná lidera os investimentos do Minha Casa, Minha Vida na região Sul, com mais de 142 mil residências contratadas e R$20,4 bilhões investidos entre 2023 e 2025. Crédito: Ministério das Cidades

Assessoria – O cenário da habitação popular no Paraná vive um momento de forte expansão com a consolidação das novas regras do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O programa, reformulado pelo governo federal para ampliar o acesso e reduzir as taxas de juros, converteu-se em um motor de desenvolvimento social no Estado. Segundo dados oficiais divulgados pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) do Governo Federal, as atualizações no MCMV desburocratizaram o acesso ao crédito, permitindo que uma parcela significativamente maior da população paranaense realizasse o sonho da casa própria.

De acordo com o balanço consolidado pelo Governo Federal, o Paraná contratou 142.348 novas residências por meio do Minha Casa, Minha Vida entre os anos de 2023 e 2025. Esse montante não atende apenas à demanda histórica por moradia, mas também consolida o Estado como o principal canteiro de obras do programa na Região Sul do País.

O volume total de investimentos federais liberados para essas contratações ultrapassou a marca de R$20,41 bilhões no Paraná no período de três anos, movimentando a economia local e gerando milhares de empregos diretos e indiretos na construção civil.

Novas regras e o impacto na classe média

Entre as principais alterações do programa que impactaram diretamente o mercado paranaense, destaca-se a criação de novos tetos de financiamento e a ampliação dos prazos de pagamento, que agora se estendem por até 420 meses. Na nova estrutura, a Faixa 4 passa a atender famílias com rendas de até R$13 mil, permitindo a aquisição de imóveis de até R$600 mil. Além disso, as facilidades para o uso do FGTS na entrada e na amortização das parcelas e as faixas de renda anual ampliadas na Área Rural beneficiam diretamente o interior do Estado, garantindo dignidade para os trabalhadores do campo.

Para Elza Loures Rocha, presidente da Rede Una Imóveis Conectados, a chegada da Faixa 4 representa um divisor de águas para o setor. “A expansão do Minha Casa, Minha Vida para a Faixa 4, com renda até treze mil reais, vai impulsionar o mercado imobiliário e as vendas. Ao atrair a classe média com juros mais baixos e subsídios, o programa facilita a compra do imóvel próprio para quem antes dependia do financiamento tradicional”, destaca Elza.

A presidente da Rede Una ressalta ainda que a mudança exige uma postura proativa do mercado. “Para os corretores de vendas, essa mudança exige uma adaptação nas estratégias. Eles precisarão se familiarizar com as novas regras e benefícios do programa, além de entender as necessidades específicas desse público-alvo”, aponta.

Desafio do estoque e estímulo a novos lançamentos

A expansão do programa, no entanto, acende um alerta para a disponibilidade de produtos no mercado. Elza Loures Rocha pondera que o momento exige planejamento por parte das construtoras e imobiliárias. “É crucial verificar se o estoque atual de imóveis na região está adequado aos novos limites do programa. Se a maioria dos imóveis não se enquadrar nos valores permitidos, será necessário um novo ciclo de lançamentos para atender à demanda crescente”, analisa a executiva.

Ela lembra que o cenário macroeconômico recente havia colocado um freio no setor, mas que o cenário atual é de otimismo: “O aumento dos custos da construção civil pode ter desencorajado empreendedores a lançar novos projetos no passado. No entanto, os novos valores financiáveis podem incentivar a construção, proporcionando mais segurança para as empresas.”

Segundo Elza, existia uma demanda reprimida de consumidores que não encontravam imóveis dentro da antiga faixa de preço do programa. “Com a ampliação dos limites, essa demanda deve se manifestar, aumentando a necessidade de mais ofertas no mercado. Se o estoque atual não atender às novas faixas de financiamento, o mercado deverá passar por uma nova onda de lançamentos, incluindo imóveis de diferentes tipologias e tamanhos, voltados para a classe média que agora pode acessar o programa com mais facilidade”, projeta a presidente.

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