Em 1998, a manifestação de um movimento sem-teto, em Curitiba, provocou uma reviravolta. Um jornal local descobriu que o líder do grupo era proprietário de uma casa. Modesta, diga-se. Localizada em um bairro da periferia. Mas sem-teto ele não era. Foi o suficiente para que ele chorasse diante das câmeras de TV e mostrasse que ali, na casa em que morava, vivia também uma inválida.
Não adiantou. O flagrante o deixou desmoralizado. Isto me lembra que o Governo do Estado, ameaçado pela APP com greve dos professores para 15 de março, faz sua defesa prévia contratacando: informa que o presidente da entidade, Hermes Leão, ganha R$ 11 mil mensais.
LEGALIDADE
Desde que professores e policiais militares transformaram o Centro Cívico em praça de guerra, em 2015, a animosidade está presente. O que se espera é que, ainda que a mobilização ganhe contornos expressivos, os limites da legalidade e do respeito sejam mantidos. Nem professores nem policiais feridos a bala ou por pedradas.
O que se espera é o diálogo preceda o dia de mobilização.
Aguardar o desenrolar dos acontecimentos é dar sopa ao azar. E ao descontrole. Temperança é preciso.
