segunda-feira, 11 maio, 2026
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PARA SCALCO, A CALOROSA EXALTAÇÃO DO MINISTRO EDSON FACHIN

Fachin e Scalco: na entrega da Comenda Barão do Serro Azul.
Fachin e Scalco: na entrega da Comenda Barão do Serro Azul.

Quando Euclides Scalco pegou-me pelo braço, ao final do discurso de Edson Fachin, na noite em que a ACP entregou ao ministro a Comenda do Barão do Serro Azul, dia 10, e levou-me em direção ao homenageado, surpreendi-me com o que constatei em seguida. Foi além do que eu pudesse esperar:

Nos poucos metros que nos distanciavam do palco em que Fachin e Gláucio Geara confraternizavam e posavam para os fotógrafos, houve uma sucessão de paradas de Scalco. Eram personalidades da vida judiciária brasileira apressando-se em se levantar e cumprimentar o ex-ministro de FHC, um dos poucos nomes citados no discurso de Fachin como exemplar por sua qualidade ética e referencial em política.

O presidente da OAB-PR, Noronha, que se apressou em abraçar Scalco, disse ser a citação do ministro ao nome de Scalco prova de que ele não plantara em vão na vida pública brasileira.

SAUDAÇÃO DE MORO

O que testemunhei e ouvi tem de ser registrado: Sergio Moro, hoje juiz midiático, amado e combatido ao mesmo tempo, foi o primeiro a manifestar apreço a Scalco. “Grande prazer!”, disse, apertando as mãos do tucano fundador do PSDB hoje esfacelado.

Ao gesto de Moro seguiram-se cumprimentos e apertos de mãos também efusivos a Scalco do presidente do TRF-4, de Porto Alegre, Thompson Flores, e desembargador Gebran Neto, paranaense que compõe aquele colegiado federal de segunda instância, sediado em Porto Alegre.

BETO RICHA

Ainda na direção do palco, Scalco foi, de forma igualmente carinhosa, cumprimentado por Beto Richa. O governador do Paraná foi além do aperto de mão protocolar, abraçou seu padrinho (de crisma, no ritual católico), amigo de família, companheiro de José Richa, Mário Covas, FHC, Pimenta da Veiga, e outros notáveis, nas históricas batalhas da Constituinte de 1988 e da fundação do PSDB.

Ao ver Euclides Scalco se aproximando do palco, o ministro Fachin abriu os braços e deixou registrar o momento: ele, Scalco e Gláucio numa foto histórica.

“VOU PARTICIPAR…”

Minha surpresa, boa em todos os sentidos, foi o ministro Edson Fachin ter-se dirigido a mim – que fique no nível de baixo do palco – para cumprimentar-me e dizer em tom muito ameno:

– Murá, que bom vê-lo. Sim, quero participar de seu livro Vozes do Paraná. Só não posso ainda dar data para nossa entrevista, ando muito ocupado. Oportunamente vou avisá-lo.

Padre José Aparecido: chanceler do Arcebispado de Curitiba
Padre José Aparecido: chanceler do Arcebispado de Curitiba

NO SÃO VICENTE?

Arrisquei antecipar a entrevista sugerindo: “Quem sabe, ministro, numa missa dominical do padre Bottas, no Asilo São Vicente?”.

– Não tenho ido às missas lá, ultimamente, explicou, reforçando a despedida com novos cumprimentos. E uma observação final: “Aguarde”.

Minutos antes do rápido diálogo com Fachin, observei o representante do arcebispo metropolitano, (dom Peruzzo), padre José Aparecido, sendo fotografado com o poderoso ministro do STF, por quem passam as grandes encrencas da LavaJato.

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