
Nem tudo é bonança na campanha de Rafael Greca de Macedo, embora ela se pinte de otimismo total, para uso externo.
Na segunda, 29, por exemplo, a juíza da 175 Zona Eleitoral concedeu liminar à coligação que apoia Ney Leprevost, proibindo que o candidato do PMN faça propaganda no horário dos candidatos a vereador.
Mas o que mais deve pesar – se bem explorado pelos adversários de Greca de Macedo – são as manifestações de perplexidade do ex-prefeito e ex-governador Jaime Lerner, revelador e criador de Greca, sobre a inesperada visita que o candidato e seu vice (Pimentel), acompanhados do ex-secretário Giovanni Gionédis fizeram ao urbanista.
Fotos foram tiradas do encontro, para perplexidade de Lerner que, por educação, não as impediu de serem feitas.
– Eles chegaram de “emboscada”, quando menos se esperava uma visita desse porte, a secretária de Jaime avisou que Greca e seus acompanhantes estavam chegando ao escritório, disse ontem, 31, assegura à coluna uma fonte do Instituto Jaime Lerner, com a seguinte observação:
– Pode publicar assim mesmo, pois Jaime Lerner confirmará a informação, se preciso.
Para a mesma fonte, a manifestação de surpresa/desapontamento de Jaime foi ainda mais enfática: “Ele (Greca) não mudou nada, continua o de sempre. Não amadureceu…”. Essas teriam sido as manifestações de desaprovação de Lerner, recolhidas também por muitos amigos que partilham de sua companhia.
MARKETING “LIGHT”
Para conhecedores de campanhas eleitorais, os candidatos que se opõem a Greca – apontado, até agora como líder nas pesquisas de intenção de votos – “têm sido tímidos em dar resposta ao ex-prefeito”.
Como flancos “mais notavelmente abertos” deixados por Greca em sua campanha, estariam, segundo eles, alguns pontos que não confeririam com a biografia real do candidato:
“A começar pelo fato de que ele diz ter-se iniciado na vida pública como engenheiro do IPPUC, quando, se sabe, o primeiro emprego de Greca foi como diretor da Casa da Memória, da Prefeitura de Curitiba, em 1983.
Nesse mesmo ano, deu início à sua festa da Igreja da Ordem, com ajuda da comunidade, elegendo-se, em seguida, – com o apoio decisivo de Lerner – vereador pelo antigo PDS, o partido de sustentação de o governo militar de então (como tantos outros políticos daqueles anos).”
As mesmas fontes acentuam, por fim:
“A serem conferidas – pois soam estranhas – são as declarações que Greca apresenta sobre sua mulher, como sendo de profissão arqueóloga e professora de francês”.
A esposa – observam – formou-se em Economia, nunca exerceu essa profissão, mas trabalhou por muitos anos, isso sim, como jornalista, colunista social semanal do jornal Gazeta do Povo.
