
Dentre as tantas homenagens que a Câmara Municipal de Curitiba presta, nada mais justo do que a concessão, no próximo dia 14, quarta-feira, do Prêmio João Crisóstomo Arns, dedicado a reconhecer a ação de notáveis educadores para inclusão de pessoas com deficiência. E na relação dos homenageados, ressalto o nome da professora e psicóloga Leomar Marchesini, cujo trabalho exemplar acompanho há anos.
NA UNIVERSIDADE
Com Leomar, há 10 anos, o grupo educacional liderado pelo professor Wilson Picler iniciou o processo de inclusão de toda sorte de deficientes em seus cursos universitários. E muitos deles, até com deficiência visual.
Leomar ganhou enorme reconhecimento da comunidade abrangente por sua ação vigorosa, criativa e incansável como coordenadora do SIANEE, Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais do grupo Educacional Facinter/UNINTER.
OS ANGOLANOS
Um dos últimos grandes feitos de Leomar, com repercussão nacional (foi levada ao programa de TV Caldeirão do Huck), foi a grande campanha que fez pela permanência no Brasil do grupo de angolanos cegos, abandonado pelas autoridades de Luanda. Desses angolanos, alguns foram alunos de Leomar na Facinter. Para eles fez campanha para que ganhassem cidadania, e depois trabalhou para que tivessem alimentação e moradia.
Outras pessoas envolvidas com inclusão de pessoas com deficiência serão também homenageadas na noite de quarta.
O Prêmio João Crisóstomo Arns homenageia o frade franciscano (irmão de dom Paulo Evaristo Cardeal Arns) por sua vida dedicada aos deficientes e à Educação em geral. Uma de suas obras foi a Aldeia Franciscana, em Rondinha, onde funciona – ao lado de escola regular – uma dedicada a atender alunos com deficiência.
