quinta-feira, 30 julho, 2026
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OTIMISTA, BONIN VÊ INDÚSTRIA DE COSMÉTICOS SUPERAR PANDEMIA

Newton Bonin (Foto: Suzana Kasteller) e Francisco Simeão(Foto: ACP): identificações

A Beuaty Color vai fechar o 2020 com excelentes resultados, apesar da Covid-19.

Newton Bonin, sessentão,   raramente é citado como parte do maior empresariado paranaense. Mas ele está entre os maiores construtores do PIB do estado,  a partir de sua indústria Beauty Color, instalada em Pinhais, a  primeira grande  empresa autenticamente nacional da área. Só fica, no Brasil, nesse ramo, atrás de uma multinacional, em faturamento. Muitas são as diferenciadas marcas desse empresário, que conheci em 1985, quando ele se candidatou a prefeito de Curitiba e teve boa performance no rádio e televisão.

Mas o jovem de então, começando a despontar no universo empresarial, queria mesmo era seguir as pisadas do pai, seu Augustinho, que já atuava com uma pequena fábrica de produtos cosméticos. Com ele, auxiliando-o, foi aprendendo todos os segredos do ramo, até chegar  à realidade de hoje, dono de  um empreendimento que, em Pinhais, num enorme complexo, conta com 500 colaborares diretos.

Há muitas características de Newton Bonin que mostrarei no número 12 do meu livro “Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses”, a ser lançado em 2021.

Uma das marcas mais visíveis desse homem de sucesso é a maneira com que cultiva seu entorno de colaboradores. Os funcionários têm salário digno e refeições – café e almoço na Beatuty Color, uma empresa que arregimenta operários especializados e técnicos universitários da área química. Seus produtos de beleza estão em centenas de revendedores em todo o Brasil. Chega de Norte a Sul, literalmente.

A Beauty Color, totalmente de Bonin e família, não está à venda. Mas não faltam interessados em adquiri-la. Se tivesse de vendê-la, admite que  a venda sairia lá pelos R$ 850 milhões. Ou mais…

TERCEIRO MERCADO MUNDIAL

Otimista,  Bonin aponta   o mercado brasileiro como o terceiro mundial para a área de cosméticos,  e  me lembra de alguma forma o jovem a quem conheci em 1985 como candidato a prefeito de Curitiba, eu cobrindo aquelas eleições. Concorreu pelo recém   renovado PDC (o primeiro, foi o de Montoro, Ney Braga, Lucas Nogueira Garcez…) com alguns nomes já consolidados na política paranaense, como Paulo Pimentel,  Roberto Requião, Jaime Lerner, Edésio Passos.

Bonin, inexperiente na comunicação de massa e na política partidária,  no entanto saiu-se bem no rádio e na televisão procurando dar contas de suas propostas. No final,  saldo positivo: fez 11.800 votos, pouco mais do que a metade dos sufrágios conseguidos por Pimentel, já veterano político.

A propósito: esse ex-governador é grande admiração do empresário.

A campanha de 1985 inoculou definitivamente o “vírus” da política em Newton, que teve de andar   centenas de quilômetros a pé, fazendo sua pregação de jovem que já queria renovar o universo dos dirigentes da cidade para eleitores de todos os estratos sociais. “Foi um aprendizado insubstituível”, constata Bonin.

RARIDADE BONIN      

Posso concluir depois de dezenas de ano exercendo jornalismo profissional, especialmente em jornais e revistas (mas também em rádios e televisões), que são raros, a contar nos dedos, os homens de negócio com tão rica e ampla trajetória de vida quanto a de Newton. Um deles, com certeza, é  seu amigo Francisco Simeão Neto que, na prática, começou no empreendedorismo de negócios ao produzir e vender suco de laranja para um cliente que foi formando e cultivando em cidade do interior, quando tinha 8 anos.

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