
Por Coronel Audilene Rocha
“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”, essa afirmação está em Mateus 24,12 e nos faz refletir sobre acontecimentos cotidianos. Diante da tragédia em Petrópolis, RJ, com mortes por soterramento, decorrentes das chuvas, deparamo-nos com pessoas que fizeram “arrastão”, roubo coletivo mediante violência. Indivíduos sem sentimentos que, em meio ao sofrimento humano, vislumbraram a oportunidade para subtrair coisa alheia. Como classificar esse espécime?
Em Campo Mourão, um adulto agride uma criança devido à zombaria relativa a futebol, marido agride esposa porque não recebeu o primeiro pedaço de um bolo de aniversário, mortes por fome, rumores de guerra e tantos outros fatos no Brasil e no mundo que nos fazem refletir sobre o ser humano. Em que direção a humanidade está caminhando? A humanidade tem conhecimento para onde quer ir, onde pretende chegar? Infelizmente não. Como afirmou Sêneca “Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável.”
O que se tem aprendido e ensinado, o que se vivencia e como é vivenciado indicam que a humanidade vem perdendo muitos valores em sua jornada. Precisa fazer uma pausa para rever o que quer para o futuro, a longo prazo e, para isso, necessitará fazer readequações em muitas áreas, em especial na educação, mas, também, na vivência, pois, conforme frase atribuída a Confúcio “a palavra convence, o exemplo arrasta”.
A ação correta necessita ser reproduzida para ser seguida. Bons exemplos que arrastam mais que as palavras precisam ser ensinados por meio da prática, difundidos e reproduzidos em todas as esferas, das bases familiares ao cargo mais importante do país.
Os desafios são: chegar a um consenso para onde se quer chegar e estabelecer mecanismos, que imediatamente, recoloque no percurso quando desviado. Esforços gigantescos para a humanidade, seja a nível mundial, nacional, estadual, municipal, grupal ou familiar, porém, necessitam ser realizados.
Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!
Coronel Audilene
