quarta-feira, 17 junho, 2026
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Opinião de Valor: Autoridade e Segurança Pública

Cel. Audilene Rosa de Paula Dias Rocha

A constituição de família com a finalidade de gerar filhos(as) é uma grande responsabilidade. Primeiro que o(a) filho(a) não vem com manual e cada ser pode reagir de forma diferente ao mesmo estímulo. Segundo, porque ninguém está, de fato, preparado para as reais mudanças que a prole exige. Muitos almejam a maternidade e paternidade, entretanto não estão dispostos a renunciar seus próprios interesses em favor dos(as) filhos(as). Criar os descendentes, preparando-os para a vida, requer muito esforço e abnegação, mas também é maravilhoso e gratificante.

Um dos princípios básicos a ser incutido é o da autoridade, cujo desdobramento principal é a obediência. Parece um assunto sem importância, mas é primordial para o êxito individual e para a convivência em sociedade. Os pais são as primeiras autoridades que devem ser respeitadas pela criança, mas esse comportamento deve ser ensinado pelos pais e assimilado pelo(a) filho(a). Para isso acontecer é necessária a correta conduta dos progenitores e apropriação desse conhecimento pelo descendente. Em hipótese alguma pode ser usada a máxima “faça o que digo, mas não faça o que faço” e acreditar que está instruindo a descendência. Quando os(as) filhos(as) não incorporam o respeito à autoridade, os primeiros a arcarem com os efeitos da desobediência são os pais.

Os genitores precisam ser perfeitos? Claro que não, ao errar, em especial na presença das crianças, devem se desculpar, explicar que o ato foi incorreto, efeitos e a postura correta a ser adotada. Evidente que a condutas equivocadas praticadas pelos genitores precisam ser modificadas e não devem ser repetidas. Nesse caso, a frase atribuída a Confúcio que “as palavras convencem, o exemplo arrasta”, os bons exemplos devem prevalecer.

A autoridade, pessoa com direito ou poder de ordenar, de decidir, de se fazer obedecer, e a necessidade de obediência permeiam a estrutura de toda a sociedade: família, igreja, escola, governo, trabalho, clube social, etc. Todos, em algum momento da vida, estão na posição de autoridade e, em simultâneo, sujeitos a ela. Infelizmente, muitos, quando ocupam função que lhes atribui poder exigem sujeição, mas não se sujeitam, é um paradoxo.

A insubmissão gera a desobediência e pode lançar seus frutos sobre a comunidade como desprezo às leis, às instituições e às pessoas que exercem alguma espécie de autoridade. As consequências da desobediência são adultos que não conseguem se firmar em empregos, relacionar-se com as pessoas, assumir responsabilidades, aceitar decisões, governos e instituições. Alguns, lamentavelmente, percorrem pelo caminho da prática delituosa, porque não respeitam as autoridades, não temem as sanções que lhes possam ser impostas, o que repercute diretamente na segurança pública.

A prática de atos íntegros, honrados, seja por palavras ou ações, assim como ser exemplo de vida, referência de correção de atitudes, para as gerações futuras, não se restringe aos pais, é dever e responsabilidade de todos.

Lembre-se! Segurança pública é dever do Estado, mas responsabilidade de todos.

Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!

Coronel PM RR Audilene Rosa de Paula Dias Rocha

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