
Lesões causadas pelo trânsito são a principal causa de morte de crianças e jovens entre os 5 e 29 anos, no mundo, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Hoje, acidentes de trânsito são a décima maior causa de mortes em todo o mundo, por isso ações precisam ser adotadas, imediatamente, caso contrário, até 2030 serão a sétima causa de mortes.
Torna-se vital adotar uma abordagem de sistema seguro lastreada em visão integral das causas dos sinistros viários, incluindo a possibilidade de falha e a fragilidade humanas, bem como o dever dos gestores públicos de garantir a segurança da população, haja vista que o sistema viário deve ser projetado para eliminar, ao máximo, a falha humana, evitando acidentes graves ou fatais.
Tal abordagem envolve todos os setores, público e privado, sociedade civil e governos, no compartilhamento da responsabilidade para criar um sistema viário seguro. Planejar, considerando a infraestrutura e os investimentos como integrantes da mobilidade, implementar, avaliar e monitorar são elementos primordiais no sistema.
A Abordagem do sistema seguro envolve legislação, educação, fiscalização, gestão de velocidades seguras, uso do solo (reduzir uso de veículos, respeito ao meio ambiente, segurança e saúde nos deslocamentos), travessias seguras, projeto viário que preveja lapsos humanos; qualidade e abrangência do transporte público; revisão de projetos e tecnologias dos veículos (como bloqueios de ignição ao detectar ingestão de álcool pelo no condutor; posicionamento do condutor de caminhões de forma que tenha visão do pedestre, ciclista e motociclistas, etc.); melhoria da coordenação, qualidade e rapidez de respostas e atendimento emergencial pós incidentes. Uma abordagem integrada visando a segurança viária aliada a um planejamento que priorize segurança e sustentabilidade pode reduzir, radicalmente, acidentes viários e suas consequências.
Ressaltando que qualquer sistema de mobilidade deve proporcionar transporte seguro que atenda a carência dos vários grupos, inclusive idosos, crianças, gestantes, pessoas com limitação de mobilidade, etc. Os seres humanos cometem erros, o que provoca acidentes, o corpo humano é vulnerável a lesões e, por consequência, leva a morte, por isso deve existir compartilhamento de responsabilidades com os que estabelecem políticas, projetistas, construtores, gestores, usuários das vias, dos veículos, aqueles que devem dar respostas rápidas e o devido atendimento após as eventualidades, bem como com os demais que contribuem para o sistema.
Também, um sistema viário seguro precisa contemplar a proatividade, ao invés de aguardar as ocorrências. Mais de 1,35 milhão de pessoas perecem todos os anos, no mundo, em decorrência de acidentes de trânsito, o que significa que, em média, morre uma pessoa a cada 24 segundos. Vidas são preciosas, razão pela qual mortes e lesões graves são inaceitáveis como normais no sistema de mobilidade.
Deve ser seguro e eficiente, a segurança não deve ser substituída pela velocidade e/ou economia de investimentos. A vida, a saúde e o bem-estar da sociedade não devem ser sacrificadas, os governantes devem assumir suas responsabilidades e atuarem, efetivamente, para salvaguardar a população.
Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!

