sexta-feira, 19 junho, 2026
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OPINIÃO DE VALOR: A segurança pública e a educação informal

Coronel PMEP Audilene Rosa de Paula Dias da Rocha

 

Por Cel. Audilene Rosa de Paula Dias Rocha, ex-comandante da PMEP

Ao pensarmos em segurança pública, a primeira coisa que nos vem a memória é a prática de delitos. Entretanto, o processo para chegar a execução de um crime começa muito antes, em casa, na infância, na ausência da educação, e não me refiro a formal e sim, a informal, transmitida em casa, como, por exemplo, sim, senhor(a), bom dia, obrigada, com licença, desculpe-me, posso fazer isso? A educação informal é essencial para construir alicerces sólidos de princípios e valores importantes para a vida em sociedade.

A tecnologia é extraordinária, mas não pode substituir a educação dos filhos, muito menos os relacionamentos. As relações humanas saudáveis, que incluem a educação informal, são base para formar o caráter, gerar pessoas com capacidade de empatia, de amar, de respeitar a si mesmas e ao próximo.

NAS ESCRITURAS

A Bíblia, em 1 Coríntios 13:4-6, nos ensina que “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.” Assim, o ser humano precisa se reconciliar com Deus, consigo mesmo e com o próximo para ser capaz de amar a si mesmo e ao outro, seu próximo.

O amor é a chave que impede o ser humano de praticar atos que denigrem a si mesmo e destrói ao outro e o próprio planeta. Sem amor somos extremamente destrutivos.

O amor deveria ser aprendido em casa, na igreja, na escola, pois reverbera no respeito, na empatia, na alegria, na paz de espírito, na bondade, na benignidade, na humildade. O amor neutraliza o ódio, a raiva, o rancor, a inveja, sobrepõe a malignidade.

  • As instituições responsáveis pela segurança pública não têm essa atribuição e nem poderia, pois, compete a família e deveria ser também responsabilidade da igreja e da escola, porque o amor é a essência do relacionamento humano. Veja que não estamos falando de sentimento e sim decisão, aprender a tratar o outro como gostaria de ser tratado. A lei, por si só, não tem esse condão.

INVESTIR É PRECISO

É muito comum ao falar de violência culpabilizar os órgãos de segurança pública, mas, além de não haver a devida cobrança que se façam os investimentos necessários na segurança pública, também não existem políticas públicas para minimizar essas questões, que dependem da educação.

Os órgãos de segurança pública atuam somente quando houve falha anterior, seja de outras instituições estatais, seja da família ou da igreja, ou do próprio indivíduo. Não há como exigir respeito se não for ensinado na prática, entretanto o respeito é fruto do amor por si mesmo e pelo outro.

Encontramo-nos em um impasse, porque o que vemos diariamente é o desrespeito, a falta de amor. Como corrigir isso? Começa por mim e por você. Façamos nossa parte. Lembre-se! Segurança pública é dever do Estado, mas responsabilidade de todos.

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