Por Luiz Renato Ribas

A crônica de turfe, década de 50, está em debandada progressiva nestes três últimos anos. Herrera Filho (Rádio Marumby), Raphael Munhoz da Rocha (O Estado do Paraná), Fernando Wolff (O Turfista Semanal), Guido Bettega (Rádio Colombo), Heros Zanardini (O Turfista Semanal), Fernando Guimarães (O Turfe em Marcha), Renato Marinoni (Rádio Emissora Paranaense), Candido Gomes Chagas (O Turfe em Marcha), Ivo Chiarelo (Jornal do Estado), o decano Pedro Stenhgel Guimarães (Rádio Clube) e agora também nos deixa, aos 73 anos, o sempre admirado Antonio Nunes Nogueira (Gazetinha Turfista).
Antoninho começou no turfe colaborando com edição semanal da “Gazetinha Turfista” entregue pessoalmente por ele, nos finais de semana, na Vila Hípica do Tarumã. Em 1957 o convidei para integrar a equipe da revista “O Turfista Semanal”, como responsável pela confecção das estatísticas de vitórias de jóqueis, treinadores, proprietários e criadores, tarefa que exigia muita paciência na compilação de dados.

Mais tarde assumiu o comando da locução de turfe da Rádio Tinguy e, como jornalista, começou como repórter e mais tarde, com enorme distinção, assumiu a chefia de redação do mais importante jornal do Paraná, a “Gazeta do Povo”, exercida durante 24 dos 36 anos naquele matutino.
Era um dos primeiros que chegava e um dos últimos a sair do jornal, pois cabia a ele a edição da primeira página que somente era finalizada após a leitura e aprovação do jornalista proprietário Dr. Francisco Cunha Pereira, mesmo se no exterior estivesse. Curiosamente, já aposentado, Nogueira foi distinguido com um bônus extra mensal mesmo após o falecimento do Dr. Francisco.
Antonio Nogueira tinha um apelido pouco conhecido, mesmo para os mais íntimos, o de “Vovôco” tal a afinidade no carinhoso trato com seus colegas de trabalho.
Mesmo afastado das lides do Jockey Club, continuava um eterno apaixonado pelo cavalo de corrida, lendo semanalmente o “Jornal do Turfe” e assistindo pela TV as reuniões de Cidade Jardim e Gávea.
Em 2006 foi homenageado, com outros dezessete colegas da crônica, pelo Jockey Club do Paraná presidido, na época, por Newton Sergio Grein Ribeiro e uma das personalidades do livro “Esses Cronistas Super Heróis e suas Mancadas Maravilhosas”, um registro de 120 anos da história do turfe paranaense.
