sexta-feira, 7 agosto, 2026
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ONDE MAIS SE MORRE POR COVID EM CURITIBA?

CIC, Sítio Cercado e Cajuru: coincidência? – (Foto: Daniel Castellano / SMCS)

(Do Jornal Expresso)

Passamos por mais uma semana difícil da pandemia em Curitiba:

  • as mortes continuam em alta, com pico histórico de 42 óbitos por dia, em média;
  • a ocupação de UTIs bateu os 102% na rede pública nesta segunda (22);
  • as UPAs estão abarrotadas de pacientes com COVID;
  • e mesmo a rede particular corre o risco de ficar sem anestésicos.

(O Expresso, Gazeta do Povo e Plural)

Espiando mais os dados da prefeitura de Curitiba, encontramos um mapa que mostra onde a mortalidade pelo coronavírus é mais acentuada desde o início da pandemia: A evolução dos óbitos por COVID em Curitiba: quanto mais vermelho, maior a concentração de mortes confirmadas pelo coronavírus.

As manchas em vermelho apontam para os seguintes lugares:

  • Região do centro e arredores, onde há maior densidade populacional;
  • Cabral;
  • Bigorrilho;
  • Cajuru;
  • Boqueirão;
  • CIC, em especial na Vila Nossa Senhora da Luz;
  • Sítio Cercado.

É interessante que esses lugares não são necessariamente os bairros com maior incidência do vírus – como mostra nosso Monitor COVID-19 Curitiba.

Os campeões em número de casos, como já mostramos aqui, são Alto da XV, Batel, Caximba, Hauer e Capão Raso.

Por que, então, é em outros lugares que morre mais gente? Ao Expresso, o diretor do Centro de Epidemiologia da Prefeitura de Curitiba, Alcides Souto de Oliveira, disse, em suma, que:

  • Alguns desses bairros, como Boqueirão e CIC, concentram grande população de idosos, que são mais suscetíveis ao vírus (ou, ao menos, à primeira cepa dele);
  • O comportamento da população (leia-se, aglomerações e falta de cuidados como uso de máscaras) também é fundamental para explicar a mortalidade.

Recentemente, um grupo de pesquisadores de Curitiba, da plataforma Paraná contra a Covid, analisou a vulnerabilidade dos territórios da cidade, de acordo com a renda média, densidade populacional, percentual de idosos e condições de saneamento.

  • Resultado? Algumas das áreas de maior vulnerabilidade (como CIC, Sítio Cercado e Cajuru) coincidem com a concentração de mortes.

Oliveira afirmou que o município tem trabalhado para diminuir a vulnerabilidade desses locais, direcionando recursos e pessoal para essas regiões.

Ele negou que tenha havido desassistência, apesar da difícil situação das UPAs.

(Bem Paraná)

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