Agora mesmo o leitor deve estar se perguntando onde está Aécio Neves? A resposta: onde sempre esteve. Mineiramente omisso, o senador tucano é daqueles que costuma pecar pelo silêncio. Quando se vê enredado em denúncias, e elas vicejam a cada dia, se fecha em uma espécie de sala do pânico, inexpugnável, avesso a explicações de qualquer natureza.
AVENTUREIRO
Hoje o cenário é tão indigente que até Lula aparece no topo das pesquisas. Primeiro colocado no primeiro turno. Imbatível no segundo. As alternativas, aliás, são muito parecidas com aquelas que guindaram Fernando Collor ao poder em 1990. Se surgir um ‘caçador de marajás’ – e os marajás estão onde sempre estiveram –, o Brasil pode confirmar os piores temores de Dom João VI e colocar a coroa em um aventureiro que lançou mão dela.
Dificilmente esse “rei” levará o nome de Jair Bolsonaro. Mas pode atender por Ciro Gomes, o que seria um desastre tanto ou maior do que o ex-capitão identificado com os ultra-direita.

