sexta-feira, 1 maio, 2026
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O escárnio dos políticos

A substituição de Renan Calheiros por Eunício Oliveira na presidência do Senado é a troca do roto pelo esfarrapado. Ambos, Renan ainda mais, respondem a processos na Lava Jato. Deveriam ser impedidos. Não são.

Muito pelo contrário. Contam com o apoio do presidente da República, Michel Temer, ele mesmo também citado.

Se a República de Curitiba é aqui. A República da Lava Jato fica em Brasília. E nunca antes com tanta zombaria, tanto escárnio. A condição especial que ocupam os faz imunes. Não é diferente na Câmara dos Deputados onde Rodrigo Maia está prestes a ser reconduzido ao cargo, ainda que um delator o inclua no rol de beneficiados do Petrolão.

Há um clima de preservação de tudo o que está aí para ver no que vai dar. Se algum economista for perguntado, vai argumentar que a necessidade de estabilização econômica exige sacrifícios, o que significa, salvo engano, manter suspeitos de corrupção em postos-chave da República.

Um observador à longa distância diria que o país sofreu um infarto em 2016 e segue agora em coma induzido até que dê sinais de recuperação. As esperanças são para 2018. Mas talvez seja preciso entubá-lo.

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