“O cala boca já morreu”, antológica expressão da ministra Carmen Lúcia, do STF, votando a favor da liberdade de o escritor escrever biografias, está na ordem do dia. É constantemente repetida, como grito libertário, por parte dos que clamam pelo direito de expressão.
Tal como faz o jornalista Toninho Martins Vaz na edição de julho do jornal “Cândido”, da Biblioteca Pública, lançada no final da semana.
2 – TROCA DE CARTAS
Editado por Rogério Pereira e Luiz Rebinski, Cândido, o jornal mensal da Biblioteca Pública do Paraná, tem como destaque em sua 48.ª edição a troca de cartas entre escritores, assunto abordado em reportagem assinada pelo escritor Marcio Renato dos Santos, que entrevistou alguns dos mais renomados estudiosos do assunto, entre os quais o professor Marcos Antonio de Moraes, da USP.
3 – PARA JOÃO ANTÔNIO
Cândido, que tem tiragem de 10 mil exemplares e é distribuído gratuitamente, publica com exclusividade duas cartas que o escritor Wilson Bueno enviou ao prosador-amigo João Antônio. Outro destaque é a entrevista que Toninho Vaz concedeu ao jornalista Omar Godoy a respeito da liberação das biografias não-autorizadas: o titular desta coluna é citado duas vezes. O conteúdo pode ser lido na internet no endereço: www.candido.bpp.pr.gov.br
4 – O COMEÇO NO DP
Na entrevista, Martins Vaz ele registra ter começado profissionalmente comigo, que fui seu editor e acolhi suas primeiras produções jornalísticas no suplemento DP-Domingo, do ex-Diário do Paraná, final dos anos 1960. E depois também trabalhou comigo no semanário Voz do Paraná, e foi repórter do Diário da Tarde, então editado por Celso Nascimento.
Martins Vaz foi parte do grupo comandado por Paulo Leminski, iniciador do movimento chamado Grupo Aporo, cujo manifesto publiquei em primeira mão no DP. Naqueles dias, Leminski e sua patota eram olhados meio enviezadamente na Curitiba então muito conservadora.
Martins Vaz fez uma sólida carreira jornalística no Rio, onde foi redator do Fantástico, na Globo, e depois correu mundo em coberturas jornalísticas. Hoje se dedica basicamente a escrever biografias.

