segunda-feira, 30 março, 2026
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Novo teto do MCMV pode destravar expansão do programa

Assessoria – As novas regras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), aprovadas na última semana pelo Conselho Curador do FGTS, podem abrir espaço para uma nova fase do mercado imobiliário de Curitiba. Com a ampliação do teto dos imóveis para até R$ 600 mil e o aumento da renda familiar para até R$ 13 mil, o programa passa a alcançar um público mais amplo, incluindo parte da classe média que antes ficava fora das condições mais vantajosas de financiamento.

Na prática, a mudança aproxima o MCMV da realidade de cidades com altos valores do metro quadrado, como Curitiba que, com valorização de 15% no ano passado, alcançou preço médio de R$ 9.148, segundo levantamento da Loft. Para o CEO da JBA Imóveis e vice-presidente de Desenvolvimento Urbano do Secovi-PR,  Ilso Gonçalves, o novo limite dialoga diretamente com o perfil atual do mercado imobiliário da capital. “O valor médio de imóveis usados vendidos em Curitiba em 2025 ficou na faixa de R$ 477 mil. Com o novo teto, o programa deve avançar no mercado local de usados, mas também no de imóveis novos, como em outros grandes centros urbanos”, afirma.

De acordo com balanço da Ademi-PR (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná), apesar do MCMV representar cerca de 50% das vendas de imóveis novos no Brasil em 2025, em Curitiba, respondeu por apenas 5% dos lançamentos. “Não houve aumento significativo de obras também em função dos juros, que são consideravelmente mais altos para a última faixa do programa, o que impacta tanto o comprador quanto o custo das construtoras. O novo teto pode destravar a expansão do programa por aqui, não apenas para a faixa 4, mas também para a 3”, diz.

Com a ampliação dos limites do programa, a expectativa é de maior diversificação dos lançamentos em Curitiba, tanto em localização quanto em perfil dos imóveis. Regiões como Santa Cândida, Abranches e Barreirinha, no eixo norte, além de bairros da região sul, como Pinheirinho, Tatuquara e Umbará, podem ganhar novos projetos, especialmente na Faixa 3, que teve o teto ampliado para R$ 400 mil.

A tendência também é de evolução no padrão dos empreendimentos. “Alguns itens que não impactam tanto o custo podem ser incorporados, como mais áreas de lazer, segurança e facilidades nos condomínios”, afirma Gonçalves. Ele ressalta que, atualmente, o MCMV em Curitiba já contempla desde apartamentos em prédios menores até condomínios-clube e sobrados, tipologias que ganharam força com as ampliações recentes do programa.

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