domingo, 22 fevereiro, 2026
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Nove paranaenses formam força tarefa da “Lava Jato”

Deltan Dallagnol, Antonio Figueiredo Basto, Geraldo Brindeiro e Jornalista Helena Chagas
Deltan Dallagnol, Antonio Figueiredo Basto, Geraldo Brindeiro e Jornalista Helena Chagas

Os “intocáveis” do Ministério Público Federal que atuam no Paraná estão definitivamente no epicentro do interesse nacional. Há uma ampla curiosidade em torno desses homens que, com suas ações decididas, alteraram a história do país a partir de 2014, ao comandar a operação Lava Jato, investigação geradora de enormes repercussões na vida do país.

São mudanças na administração pública e na política apenas começadas, é o que se deduz.

2 – A FORÇA TAREFA

Boa prova desse interesse que os “intocáveis” provocam é o amplo espaço – uma página – que Folha de São Paulo dedicou a eles, na sua edição de domingo, 5.

Os nove procuradores federais – cinco deles na casa dos 30 anos de idade – são apresentados com a aura que devem ter: profissionais de alto nível e decência, gente que se agrupou a partir do governo Fernando Henrique Cardoso, em oposição ao então procurador geral da República, Geraldo Brindeiro, que ficou conhecido como “engavetador geral da República”.

3 – “MÃOS LIMPAS”

O chamado núcleo duro do grupo do MPF no Paraná é composto pelo coordenador da força tarefa Deltan Dallagnol, 34 anos; Orlando Martello Jr, 45, Januário Palludo, e Carlos Fernando Lima, 50.

Uma curiosidade: dos 9 procuradores federais que formam a força tarefa Lava Jato, 5 deles têm em seus nomes a indicação de descenderem de italianos. O que não chega a ser surpresa no Paraná, mas gera a inevitável associação à operação “Mãos Limpas” (“Mani Pulite”), realizada na década de 1990 na Itália contra a Máfia, em busca de descobrir fraudes com o Banco Ambrosiano (sobrou até para o Vaticano).

Quem tem memória se recorda: a “Mãos Limpas” levou ao fim da denominada Primeira República Italiana. E ao desaparecimento de alguns partidos políticos.

Em meio às descobertas dos promotores italianos, políticos e empresários, cometeram suicídio.

4 – LENIÊNCIA

A Lava Jato está longe de encerrar suas ações, mas há muitos temores no ar, alguns dos quais já expressados por Dallagnol, como de que alguns empresários sejam libertados agora. Pois permitiria – diz – que a peso de muito dinheiro que têm escondido no exterior – conseguissem o adiamento dos processos. Por 10 a 15 anos.

Outro temor dos procuradores vem dos acordos de leniência que empresas podem fazer com a Controladoria Geral da União. O temor é que esses acordos sirvam para silenciar delatores.

5 – COBERTURA

Há 15 dias está no ar um novo portal de notícias e opinião, de abrangência nacional (é o que pretende ser), chamado De Fato Online. Dos quadros do portal fariam parte, segundo fontes da área informam, a jornalista Helena Chagas, que no primeiro Governo Dilma foi ministra das Comunicações Sociais. Dentre outras cabeças coroadas da imprensa nacional.

O interesse do novo portal é tão grande pela Lava Jato que o portal acaba de contratar jornalista curitibana, dona de respeitável curriculum na reportagem jornalística, para cobrir exclusivamente a Lava Jato em Curitiba.

Nessa cobertura da Lava Jato outro curitibano que vai merecer atenções, acredito, é o advogado Antonio Figueiredo Basto, um astro de primeira grandeza, criminalista no top da especialidade no país.

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