
Agora é oficial. A Santa Casa de Misericórdia de Curitiba deixa de ser administrada pela PUCPR, como ocorria desde 2000, e passa para as mãos da Pró-Saúde, braço da Congregação São Camilo de Lellis, com sede na capital paulista.
Não se trata de uma “private equity” – fundos que compram participação em empresas de alta potencial de crescimento e rentabilidade –, conforme informado anteriormente, mas de uma transferência de negócios. O anúncio foi feito oficialmente na noite de quinta-feira (27) pelo irmão June Alisson, 45, responsável pela mantenedora, a PUCPR, junto à Santa Casa, em reunião com o corpo clínico e administrativo do hospital.
A Pró-Saúde é responsável pela administração do Hospital São Camilo e por faculdades de medicina, psicologia e enfermagem.
As tratativas, segundo esta coluna apurou, duraram cerca de um ano e meio e foram intermediadas pelo arcebispo metropolitano de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, cujo lema episcopal “facite discipulos, docete” (fazei discípulos e ensinai) diz muito sobre a discrição com que tratou do assunto.
Os irmãos maristas (administradores da PUCPR) devem manter o patrimônio da Santa Casa e transferir sua administração para a Congregação São Camilo. No dia 8 de maio – uma segunda-feira – chega a Curitiba o novo diretor-geral, cujo nome ainda não foi definido ou revelado.
A administração da Pró-Saúde deve ampliar os serviços oferecidos pela Santa Casa, através da ampliação do contato com planos de saúde e convênios e ainda a abertura de novos setores, como o de oncologia pediátrica, o que é muito bom. Hoje, 80% dos atendimentos da Santa Casa são de pacientes do SUS, o que restringe os recursos do hospital.
A Ordem dos Camilianos, também chamada de Ordem dos Clérigos Regulares Ministros dos Enfermos, da qual faz parte a Congregação São Camilo de Lellis, foi funda em 1590 pelo religioso italiano São Camilo de Lellis. Com sede na França, ela é presidida hoje por Leonardo Pecini, um brasileiro nascido em Santa Catarina, especialista em bioética.
