
Depois de estagiar na NASA, engenheira brasileira vai para Princeton, uma das melhores universidades do mundo.
“Mesmo com grandes desafios ambientais e hídricos a serem superados no Brasil, a pouca valorização profissional do engenheiro ambiental me motivou a buscar alternativas. Sou movida por grandes desafios.” Com esta disposição, a jovem Noemi Vergopolan Rocha, uma curitibana de 24 anos, acaba de conquistar uma bolsa de estudo para fazer PhD em Engenharia Civil e Ambiental, com foco em Recursos Hídricos, na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. A bolsa – custeada 100% pela Universidade Americana – contempla as taxas acadêmicas e as despesas com seu sustento.
O programa de doutorado tem duração de cinco anos e vários projetos em parceria com o Jet Propulsion Laboratory (NASA) onde a recém-formada engenheira trabalhou, em 2013, ainda como estudante.
2 – FORMADA PELO “BOM ALUNO”
Noemi tem uma história bonita. Oriunda de uma família simples, com poucos recursos financeiros, foi selecionada, em 2004, pelo Programa Bom Aluno, cujo objetivo é dar oportunidade a estudantes prosseguirem nos estudos, do ensino fundamental até a universidade.
A jovem aproveitou a oportunidade e hoje colhe os resultados. Decidida a retornar ao exterior para continuar seus estudos, conta que fez contato com vários programas de pós-graduação na Europa e Estados Unidos.
3 – ESCOLHA DE PRINCETON
Foram seis meses de preparação. Como consequência, Noemi foi aceita com bolsa integral em três instituições nos Estados Unidos (University of Southern California, University of California Davis e Princeton University) e outras três na Europa (Delft University of Technology e University of Twente, na Holanda, e Royal Institute of Technology, na Suécia). Dentre as opções, a jovem diz que escolheu Princeton, “por ser a instituição e programa que melhor atendeu meus interesses e perspectivas profissionais”.
