quinta-feira, 23 abril, 2026
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No Graciosa: “crise econômica garantiu sucesso da Lavajato”

O procurador Santos Lima com dirigentes do Graciosa
O procurador Santos Lima com dirigentes do Graciosa

O grande “lead” da palestra feita quinta-feira passada no Graciosa Country Club pelo procurador da República Carlos Fernando Santos Lima – e que não vi registrado em veículos de comunicação com a ênfase devida – foi esta, liberado pela assessoria de imprensa do evento:

“A política brasileira é financiada com recursos públicos desviados, pagos através de propinas e caixas dois e até mesmo de doações ilegais.

Esta, basicamente, é a linha de investigação da Lava Jato. A operação é um trabalho grandioso de uma extensa equipe e de um momento econômico adequado. Obviamente que se não tivéssemos em um cenário tão ruim economicamente, talvez os grupos políticos dominantes tivessem conseguido impedir as investigações”, disse.

SOBRA PARA POBRES

Outra declaração bombástica do procurador da Lava Jato – e segundo o qual a operação não nasceu para combater a corrupção, mas sim ao sistema de financiamento político do país:

“O sistema político brasileiro deveria funcionar e atingir políticos, executivos e dirigentes estatais. Na forma atual, está apenas atingindo a população pobre. Temos uma política muito cara. Rouba-se para fazer política e campanha eleitoral, por isso a importância em reformular a política e mudar este cenário”.

A discussão foi mediada pela jornalista Lenise Aubrift Klenk, formada em Jornalismo pela UFPR, com 18 anos de experiência profissional em veículos e assessorias de comunicação, e pelo diretor jurídico do Graciosa Country Club, delegado de polícia e diretor do Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen), Luiz Alberto Cartaxo Moura.

Entre os apoiadores do evento está a UniBrasil (cujo presidente, Clemerson Clève reencontrou seu antigo amigo e ex-colega, procurador da República).

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