
Tudo feito com mão de obra sem ônus, da Prefeitura / URBS, sem ressarcir os cofres públicos. Multas passam a R$ 200,00, contra R$ 30,00 anteriores.
As eleições operaram muito milagres nos domínios do alcaide. Alguns totalmente esperáveis, tal como reconheceu na semana, o Ministério Público Estadual.
O MPPR denunciou, em bom tom, aquilo que se esperava viesse antes das eleições: a matriz adotada pela Prefeitura de Curitiba para a cidade enfrentar a Pandemia, está toda equivocada. O assunto foi exaustivamente denunciado por jornalistas e técnicos. Mas o prefeito fez ouvidos moucos.
Claro que o Alcaide Greca de Macedo e sua fiel escudeira, Cecília Huçulak, não dão o braço a torcer. Afinal, não se sabe quanto, para esses cidadãos, vidas humanas realmente importam. Ou será que que alguma vez importaram?
Quem não se lembra, por exemplo, que dias antes das eleições, Curitiba não tinha números atualizados da pandemia? Era uma cidade “quase livre da Covid”, proclamavam os áulicos de Greca.
INDÚSTRIA DE MULTAS
Mas há outras desditas que o cidadão curitibano – que fez Greca se reeleger, apesar dele ter tido menos votos do que os nulos brancos -, até que poderia ‘prever’. Afinal, são tristes notícias que estão previstas nas letras miúdas do contrato que a Prefeitura de Greca firmou com a empresa espanhola EISA, vencedora da concorrência para exploração das vagas do ESTAR.
NÃO REGULARIZA
Essas letras miúdas determinam que a regularização de multas acaba no dia 30, nesta segunda-feira. Quer dizer: o motorista não terá mais oportunidade de regularizar eventual notificação do ESTAR. Agora o remédio é deixar cair na conta da empresa espanhola R$ 200,00 de multa. Até domingo, a regularização custa R$ 30,00. Sem direito a apelação.
R$ 1 MILHÃO A MAIS
Pelas contas de dona Matilde da Luz, auxiliada por um zeloso funcionário da URBS – “cidadão indignado com o espírito ditatorial e de segredos reinante na casa” -, a EISA deverá faturar , com a medida, pelo menos R$ 1 milhão a mais todo o mês. Isso importância líquida. Tiradas todas as despesas. Traduzindo: a empresa espanhola arrecadará, a partir desta segunda, 30, pelo menos R$ 4 milhões/mês.
SERÃO 20 MIL VAGAS
O valor, muito apreciável, corresponde à administração de 12 mil vagas de ESTAR em Curitiba. As quais logo passarão a 20 mil vagas, conforme prevê o contrato de concessão.
O mais interessante é que a EISA trabalha com mão de obra especializada, treinada há anos pela URBS/Prefeitura. São 80 fiscais de trânsito que percorrem a cidade fiscalizando a correta utilização das vagas de estacionamento. Não se tem notícia de que os espanhóis paguem pelos serviços dos ficais. Assim, “la nave và…”
