
Conta padre Ricardo Hoepers, de Curitiba que, quando fazia doutorado em Roma, e morando no Colégio Pio Brasileiro – onde residem os estudantes brasileiros de teologia que lá estudam – fora encarregado de selecionar pedidos frequentes de indicação de sacerdotes para “cobrir férias” de párocos de toda a Itália. Pedidos nesse sentido são comuns chegar ao Colégio.
Em 2013, o padre, doutor em Teologia Moral, professor e diretor do Studium Theologicum, surpreendeu-se com o inusitado de uma solicitação, feito por uma diocese do Norte da Itália:
– Mande-nos uma lista de possíveis candidatos ao trabalho. Mas não aceitamos padres negros…
E insistiu: “Não mandem negros…”
A resposta foi também taxativa: “Não fazemos discriminação racial. Não é evangélico. Não contem conosco…”
