sexta-feira, 31 julho, 2026
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NACIONAIS: VACINA VIROU POLITICAGEM   

Wesley Batista, João Doria e ministro Luiz Fux.

Na segunda-feira, 7, horas depois de o governador de São Paulo, João Doria, anunciar o calendário de vacinação no estado, com início em 25 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro prometeu que o governo federal vai ofertar a vacina contra o novo coronavírus “para toda a população brasileira, de forma gratuita e não obrigatória”. Nas redes sociais, o chefe do Planalto declarou que, de acordo com o Ministério da Economia, “não faltarão recursos para que todos sejam atendidos”. Embora Doria tenha definido o cronograma, a efetiva vacinação está sujeita ao aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, responsável pela concessão do registro do Coronavac. Ao longo do dia, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, desejou “boa sorte” àqueles que fixam data para o início da vacinação da população.

Os bastidores da virada

Foi em uma conversa no Tribunal Superior Eleitoral no domingo, 6, que os ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso concordaram em liberar seus votos contrários à reeleição de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre na Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo PTB . Enquanto a conversa acontecia, a portas fechadas, os ministros aguardavam o início da apuração das eleições municipais de Macapá, em que o irmão de Davi, Josiel, avançou ao segundo turno como o mais votado.

Também no domingo, o presidente do STF, Luiz Fux, telefonou para Barroso pedindo para que os votos contra a reeleição de Maia e Alcolumbre fossem liberados. Todos concordaram que a pressão da sociedade sobre o Supremo estava muito grande e que a questão precisava ser solucionada de forma célere.

O presidente do TSE de fato considerou dar voto favorável ao relatório de Gilmar Mendes, que pretendia liberar a reeleição. No entanto, pesaram na avaliação de Barroso suas próprias teses sobre a “mutação constitucional”, linha do Direito da qual ele é um dos principais doutrinadores. Em sua avaliação, a tese encampada por Gilmar não se encaixa como um caso de “mutação”.

Fontes a par das conversas relatam que Barroso jamais prometeu votar a favor da reeleição, mas que disse, sim, aos demais ministros que iria avaliar a possibilidade. Um dos principais interlocutores da turma de Gilmar com a ala ligada a Fux era o ministro Alexandre de Moraes, favorável à reeleição. Gilmar e Barroso se falaram por telefone nos dias que antecederam a votação.

O PT SÓ “AMADURECE” NA VENEZUELA

O Partido dos Trabalhadores voltou a se alinhar à ditadura de Nicolás Maduro nesta segunda-feira, 7, ao comemorar o resultado das eleições legislativas da Venezuela celebradas ontem, sem a participação das forças opositoras e contestadas internacionalmente. De acordo com números oficiais, 69% do eleitorado não compareceram às urnas.

Na visão do PT, as eleições “constituem mais uma grande manifestação da vontade popular no processo de transformação política, social e econômica daquele país ao longo das duas últimas décadas”. O comunicado da direção petista é assinado pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e por Romênio Pereira, secretário de relações internacionais da sigla.

O LUCRO DE WESLEY 

Denunciado pelo uso de informação privilegiada para lucrar no mercado de câmbio (insider trading), o empresário Wesley Batista afirmou à Justiça que faturou 29,7 milhões de reais com compra e venda de dólares no decorrer do acordo de delação premiada dos executivos da JBS, capitaneada por ele e pelo irmão Joesley Batista.

A quantia, admitida pela primeira vez por Wesley, foi informada ao juiz federal Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Criminal de São Paulo , junto a um pedido para reduzir o valor do sequestro de bens decretado pelo magistrado a pedido do Ministério Público federal no valor de 64,7 milhões de reais, em razão do suposto crime de insider trading relacionado à delação da JBS.

(Da revista Crusoé)

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