A guerra aberta pela Procuradoria-Geral da República contra a Lava Jato tem como principal alvo a “matriz” de Curitiba, mas o desmonte das forças-tarefas dedicadas a combater o maior esquema de corrupção já descoberto no país deve produzir um impacto ainda pior na “filial” de São Paulo, onde os inquéritos envolvem, principalmente, os esquemas do PT e do PSDB . A maior ameaça às investigações está na extinção da dedicação exclusiva dos procuradores que compõem as forças-tarefas, justamente uma das chaves do sucesso da Lava Jato. A intenção ficou evidente na última última sexta-feira, 24, quando a PGR lançou um edital para recrutar colaboradores para os grupos de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. Nenhum deles terá exclusividade no combate à corrupção.
BEBIANNO AVISOU
O empresário Paulo Marinho afirmou, em depoimento ao Ministério Público Federal no Rio, que o presidente Jair Bolsonaro foi comunicado pessoalmente sobre a gravidade do caso Queiroz, conforme apurou Crusoé . A oitiva ocorreu no âmbito do inquérito que apura o suposto vazamento da Furna da Onça pela Polícia Federal. A operação contava com o relatório do Controle de Atividades Financeiras, Coaf, que revelou 1,2 milhão de reais em transações atípicas de Fabrício Queiroz. O documento levou à apuração sobre um esquema de rachid no gabinete do filho 01 do presidente da República à época em que ele exercia mandato na Assembleia Legislativa do Rio. De acordo com Marinho, o alerta foi feito por Gustavo Bebianno, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência e coordenador da campanha de Bolsonaro em 2018. O ex-integrante do governo federal faleceu em março deste ano após um infarto fulminante.

MILITAR VENEZUELANO DETIDO NO BRASIL
O Exercito brasileiro afirmou nesta terça-feira, 28, que tropas da 1ª Brigada de Infantaria de Selva localizaram um militar venezuelano em território brasileiro na noite desta segunda. Em resposta a um pedido de Crusoé , o Exército disse que esse indivíduo “supostamente fora tomado como refém por civis que
praticavam descaminho em território venezuelano e, posteriormente, trazido para o lado brasileiro”. Como há escassez de gasolina na ditadura de Nicolás Maduro, pessoas têm comprado o combustível no Brasil
e levado para a Venezuela. É o conhecido descaminho, ou contrabando. Uma vez que a fronteira entre os dois países está fechada por tempo indeterminado para evitar a propagação do coronavírus, um número maior de pessoas de ambos os países têm usado trilhas no meio da selva para levar combustível.
SANÇÕES AO “MINISTRO DO APAGÃO” DE MADURO
Demitido após uma série de apagões na Venezuela no ano passado, o ex-ministro da eletricidade de
Nicolás Maduro, Luiz Motta Dominguez, foi alvo de novas sanções dos Estados Unidos nesta terça-feira, 28 . O secretário de estado americano, Mike Pompeo, anunciou que o militar e sua família estão proibidos “indefinidamente” de entrarem nos EUA por conta de acusações de corrupção. A medida ainda atingiu Eustiquio Jose Lugo Gomez, ex vice-ministro, e sua família. Os dois foram indiciados há um ano pelo departamento de Justiça dos Estados Unidos pela prática de corrupção e lavagem de dinheiro, em esquema que passou por bancos sediados na Flórida.
(Revista Crusoé)
