quinta-feira, 23 julho, 2026
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NACIONAIS (II) Acesso às partes

Ministro Celso de Mello, do STF: permissão

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, autorizou na noite deste sábado, 9, o acesso ao vídeo da reunião ministerial de 22 de abril pela Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal e pelo ex-ministro Sergio Moro. A Advocacia-Geral da União havia entregue a íntegra do material ao STF na sexta-feira, 8, após determinação de Celso, relator do caso no Supremo. No depoimento à PF, Moro afirmou que, durante esse encontro, Bolsonaro exigiu relatórios de inteligência e a troca do superintendente do Rio de Janeiro. O presidente teria ameaçado demitir o então diretor-geral da instituição Maurício Valeixo e o próprio ministro se as exigências não fossem cumpridas. A justificativa de Celso ao liberar o acesso à íntegra da gravação a Moro, PGR e PF é de que as partes precisam ter conhecimento do que ocorreu na reunião ministerial de 22 de abril para que possam orientar perguntas durante os depoimentos marcados para a próxima semana.

 

  1. Bolsonaro x Dino

O presidente Jair Bolsonaro fez críticas a restrições de circulação impostas por governadores e prefeitos e publicou neste domingo, 10, um vídeo em que policiais abordam passageiros de um ônibus, exigindo comprovação de que estariam a caminho do trabalho. “Documento e declaração de que vai trabalhar… Senão, desce. Assim o povo está sendo tratado e governado pelo PCdoB do Maranhão e há situações semelhantes em mais estados. O chefe de família deve ficar em casa passando fome com sua família. Milhões já sentem como é viver na Venezuela”, afirmou o chefe do Planalto. Abordagens policiais em praças, praias e ruas foram um dos motivos de discussões entre Jair Bolsonaro e o ex-ministro Sergio Moro.

 

  1. Petardos contra Salles

Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto andam reclamando, nos bastidores, do que classificam como “sumiço” do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nos últimos meses. O principal incômodo é de que, ao submergir do cenário político, Salles acaba se omitindo de defender Bolsonaro num momento em que o presidente está sob fortes críticas. Auxiliares presidenciais lembram que Salles não foi ao Planalto no dia em que Bolsonaro fez um pronunciamento para rebater as acusações feitas por Sergio Moro ao deixar o governo.

 

  1. O vírus da miséria humana

Preso por suspeita de capitanear um esquema de fraude e superfaturamento em contratos de compra de respiradores utilizados no tratamento da Covid-19, o ex-subsecretário de Saúde do Rio Gabriell Neves tentou camuflar os desvios colocando sob sigilo os contratos irregulares. Neves é, segundo o MP, o principal integrante do núcleo político do esquema. Todas as contratações foram iniciadas por ele. O então subsecretário também foi o responsável por estabelecer o número de respiradores a serem comprados, sem qualquer estudo, sobre as reais necessidades do sistema público de saúde em meio à pandemia.

(revista Crusoé)

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