Rodrigo Maia, Paulo Vieira de Souza (Paulo Preto) e ministro Marco Aurélio Mello.
Rodrigo Maia, Paulo Vieira de Souza (Paulo Preto) e ministro Marco Aurélio Mello.
A recente alta do dólar tem levado alguns auxiliares do ministro da Economia, Paulo Guedes, a criticarem nos bastidores o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Embora alguns discursos recentes de Guedes também tenham contribuído para a disparada da moeda, auxiliares do ministro avaliam que Campos Neto não está agindo como deveria para proteger o real. O clima, pelo visto, não anda nada bom entre integrantes da equipe econômica.
O alerta de Maia.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu a adoção de medidas emergenciais diante da possibilidade de uma crise global. Neste domingo, 8, uma tensão entre países exportadores fez o preço dos barris de petróleo despencar 30%, o que gerou um clima de apreensão quanto aos impactos na economia mundial. Para se ter uma dimensão do tamanho da queda nos preços, as cotações na abertura do mercado na Ásia voltaram a 1991, quando teve início a Guerra do Golfo.
Pelas redes sociais, Maia comentou a crise no setor e defendeu uma articulação entre os poderes para conter os efeitos da turbulência. “O cenário internacional exige seriedade e diálogo das lideranças do país. A situação da economia mundial se deteriora rapidamente”, constatou.
A filha causídica.
A advogada Priscila Arana de Souza, filha do engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, tenta anular uma busca e apreensão feita pela Polícia Federal em sua casa, no fim de outubro de 2019, alegando que ela exerce a advocacia em sua residência, como um home office. A lei determina que um representante da OAB acompanhe as buscas e apreensões feitas nos escritórios e locais de trabalho dos advogados. A medida, porém, não abrange as residências dos profissionais, a não ser que eles trabalhem de casa. O juiz federal Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, já negou o primeiro pedido de anulação das buscas feito pela defesa de Priscila.
DIA D PARA OS REMÉDIOS.
O Supremo Tribunal Federal vai decidir na próxima quarta-feira, 11, se o governo é obrigado a fornecer remédios de alto custo não incluídos no Programa Nacional de Medicamentos. O julgamento de um recurso extraordinário, que começou em 2016 e foi interrompido por um pedido de vista, está na pauta da próxima sessão do plenário. Relator do processo, o ministro Marco Aurélio Mello defendeu que esses medicamentos só sejam liberados em caráter excepcional.