sexta-feira, 17 julho, 2026
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NACIONAIS: CESSAR FOGO NO PSL

Fernando Haddad, Luciano Bivar, Sergio Moro, Adélio Bispo de Oliveira

Em pé de guerra desde que o presidente Jair Bolsonaro deixou a legenda com ataques frontais a Luciano Bivar, o todo-poderoso da sigla, deputados das alas bolsonaristas e bivaristas do PSL agora tentam celebrar um “armistício”. A expectativa é de que uma solução saia nas próximas duas semanas. A ideia é achar um nome de consenso entre os dois grupos para assumir a liderança do partido na Câmara. Atualmente, o posto é ocupado pelo deputado Eduardo Bolsonaro. O “ungido”, porém, não poderia ser nem o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro nem Joice Hasselmann. Um “tertius”, fatalmente, aparecerá.

 

  1. Esfaqueador transferido

A 5ª Vara Criminal de Campo Grande autorizou, nesta segunda-feira, 2, a transferência de Adélio Bispo de Oliveira da penitenciária federal de Campo Grande (MS), onde está preso desde setembro de 2018. O destino do autor da facada no presidente Jair Bolsonaro será definido pela 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG), cidade onde ocorreu o ataque. Em fevereiro, o Ministério Público Federal pediu a realocação de Adélio. De acordo com a Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul, a unidade prisional “não possui aptidão para execução de medida de segurança imposta pela Justiça”. Ao sentenciar Adélio, em junho de 2019, a 3ª Vara Criminal de Juiz de Fora (MG) o absolveu por considerá-lo inimputável.

 

  1. Não emenda

O ex-presidente Lula recebeu nesta segunda-feira, 2, o título de cidadão honorário de Paris — concedido pela prefeita da capital francesa, Anne Hidalgo. Mesmo num ambiente de celebração, em seu discurso, o petista disse que cogitou descumprir a ordem judicial de prisão em abril de 2018. “Eu tomei a decisão de me entregar. Poderia não ter sido preso, poderia ter ido para uma embaixada. Mas mesmo com mais de 70 anos decidi ir até a Polícia Federal porque alguém tinha que provar que o juiz Moro era criminoso e que os representantes do Ministério Público que me acusaram eram mentirosos”, afirmou. Lula estava acompanhado de Dilma Rousseff, Fernando Haddad e da namorada Rosângela da Silva. Todos, obviamente, ouviram calados Lula reconhecer que pensou em afrontar a Justiça.

 

  1. De Alcolumbre a Bolsonaro

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi recebido por Jair Bolsonaro no início da tarde desta segunda-feira, 3, no gabinete presidencial. Tratou-se do primeiro encontro entre os dois desde o episódio em que Bolsonaro compartilhou um vídeo produzido por simpatizantes para convocar seus apoiadores a uma manifestação contra o Congresso. Segundo interlocutores do senador, Alcolumbre disse a Bolsonaro que não aceitará mais ataques ao Congresso. A julgar pelo perfil do presidente do Senado, o tom é no mínimo surpreendente.

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