
O Brasil registrou um novo recorde diário de mortes provocadas pelo novo coronavírus. O Ministério da Saúde contabilizou 1.179 óbitos decorrentes da doença ao longo das últimas 24 horas, elevando o total a 17.971. As informações foram divulgadas pela pasta na noite de terça-feira, 19. O boletim indica novo recorde também no número de casos confirmados de Covid-19 em um dia. Neste período, houve a notificação de 17.408 diagnósticos. Ao todo, 271.628 pacientes tiveram as contaminações reportadas em território brasileiro. De acordo com o ministério, 106.794 já se recuperaram da doença. São Paulo é o estado com o maior número de quadros, com 65.995 infectados. Em entrevista, ao comentar sobre o novo protocolo para o uso da cloroquina, o presidente Jair Bolsonaro fez piada. “O que é a democracia? Você não quer, você não faz. Você não é obrigado a tomar cloroquina. Agora, quem quiser tomar, que tome. Quem for de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína”.
- As revelações do número 2 da PF
Em novo depoimento, o diretor-executivo da Polícia Federal, Carlos Henrique Sousa, afirmou que a Operação Furna da Onça teve um “trâmite diferente do habitual”, em razão de uma decisão do desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Ainda confirmou que havia indícios de que a ação vazou antes de seu cumprimento, em 2018, e apontou um delegado da Polícia Federal próximo da família Bolsonaro.
Trata-se de Marcio Derenne, atualmente em missão no exterior. “O depoente não sabe precisar se na época da Operação Furna da Onça o delegado Marcio Derenne se encontrava na SR/RJ, que a proximidade conhecida pelo depoente seria entre o DPF Marcio Derenne e os filhos do presidente, não sabendo precisar exatamente qual dos filhos”. O depoimento de Carlos Henrique se deu logo após ser aberta uma nova investigação sobre o vazamento da Furna da Onça. O inquérito foi instaurado com base nas declarações do empresário Paulo Marinho. Ele afirmou que, em dezembro de 2018, o filho 01 do presidente Flávio Bolsonaro lhe disse que soube com antecedência que a Operação Furna da Onça, que tinha Fabrício Queiroz como alvo, seria desencadeada.
- Restrições para a campanha.
Além do adiamento da data das eleições deste ano, o Congresso Nacional e o Tribunal Superior Eleitoral devem discutir mudanças nas regras para realização das campanhas em tempos de pandemia da Covid-19.
Parlamentares e técnicos do TSE consideram que será preciso restringir a campanha. Alguns congressistas defendem, por exemplo, proibir a realização dos chamados comícios. Nesta terça-feira, 19, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou a criação de um grupo de trabalho de deputados, senadores e integrantes da Justiça Eleitoral para discutir qual a melhor data para realização do pleito. Hoje, técnicos do TSE e a cúpula do Congresso defendem o adiamento do primeiro turno de 4 de outubro para 15 de novembro e o segundo turno de 25 de outubro para 6 de dezembro.
