
O presidente Jair Bolsonaro não dará mesmo trégua aos governadores. Ele pediu a auxiliares um levantamento sobre o que vem classificando como “excessos” dos chefes de executivos estaduais nas ações para tentar conter o avanço do novo coronavírus. Wilson Witzel, o governador do Rio de Janeiro, é um dos que estão na mira do presidente. Na semana passada, ele se queixou publicamente de algumas das medidas adotadas pelo ex-aliado, como fechamento de divisas e restrições de fluxo em aeroportos. Bolsonaro pediu para assessores fazerem uma avaliação das iniciativas que, em tese, poderiam estar em desacordo com a Constituição e usurpando poderes do governo federal.
- O calendário Maia.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, rejeitou a sugestão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, de adiar as eleições deste ano. “Eleições começam dia 15 de agosto. Vamos focar agora no tema da saúde. Aliás, área em que o Mandetta vai muito bem. Na hora correta, vamos cuidar da eleição”, disse Maia. Neste domingo, 22, Mandetta afirmou que realizar eleições este ano seria uma tragédia.
- Socorro ao turismo.
A equipe econômica e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, planejam para esta semana a publicação de uma medida provisória para socorrer o setor de turismo ante os efeitos do coronavírus. A proposta deve prever autorização para empresários suspenderem os contratos de trabalho firmados pelos prestadores de serviços turísticos, cadastrados no chamado Cadastur, sistema que reúne pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor.
- 1 milhão no Bolsa Família.
O presidente Jair Bolsonaro reuniu-se neste domingo, 22, com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e com prefeitos de capitais do Brasil, por videoconferência, para alinhar “ideias, explicações e troca de experiências no combate ao coronavírus”.
A inclusão de 1 milhão de pessoas no Bolsa Família foi uma das medidas anunciadas. Para tanto, o programa receberá uma verba extra de 3,1 bilhões de reais.
(Site revista Crusoé)
